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Tempestade solar provoca um verdadeiro espetáculo de aurora boreal; veja as imagens

Na última segunda (11) e terça (12) uma forte tempestade solar atingiu a Terra e provocou um verdadeiro espetáculo nos céus do Reino Unido, EUA e na Austrália.


A tempestade solar é uma perturbação temporária da magnetosfera da Terra causado por uma onda de choque do vento solar ou da nuvem magnética que interage com o campo magnético da Terra. O aumento da pressão do vento solar inicialmente comprime a magnetosfera. E então, o campo magnético do vento solar então interage com o campo magnético da Terra e transfere um aumento de energia na magnetosfera. Ambas as interações causam um aumento na circulação de plasma através da magnetosfera (impulsionado pelo aumento de campos elétricos no interior da magnetosfera) e um aumento da corrente eléctrica na ionosfera e magnetosfera. Para saber mais, clique aqui.


A tempestade solar conseguiu provocar auroras nos EUA, Reino Unido e na ilha da Tasmânia, sul da Austrália entre a última Segunda-Feira e Terça-Feira. No Canadá, a aurora foi tão intensa que pôde ser registrada com celulares em cidades com grande poluição luminosa como Vancouver. Nos Estados Unidos, moradores de Washington, Iowa, Ohio, Idaho e até Massachussetts relataram o fenômeno. Pilotos que sobrevoaram o centro-norte do país também reportaram e registraram o evento. Na ilha da Tasmânia, o governo local chegou a alertar sobre a possível visualização da aurora por lá. No Reino Unido, foi emitido aviso para regiões da Escócia e da Irlanda do Norte.


Auroras raramente conseguem ser visíveis em latitudes tão baixas. Em tempestades solares, ocorre a interação do plasma solar ejetado pela nossa estrela, carregado com prótons, elétrons e neutrinos e nossa atmosfera protegida pela magnetosfera que conduz toda essa energia que chega do Sol para os polos. E somente quando são intensas o suficiente, ocorre essa interação química e física de toda essa energia com as partículas predominantes na camada mais alta de nossa atmosfera, que são o Nitrogênio e Oxigênio, em latitudes tão baixas, chegando as consideradas latitudes médias. Uma curiosidade: quando a interação ocorre com o Oxigênio, a reação ocorre resultando na emissão de luz verde. Já com o Nitrogênio, a luz é vermelha e azulada e ela geralmente se concentra mais nas camadas inferiores a camada onde o Oxigênio predomina. Por isso, geralmente as auroras são verdes em cima, e vermelhas e azuis em baixo, só com uma pequena parte dela visível. Sua aparição indica que a reação que está ocorrendo é mais intensa. Esta interação entre Oxigênio e Nitrogênio também dão as cores dos Eventos Luminosos Transientes (ELTs), nos famosos Sprites e Gigants Jets.


O fotógrafo Ryan Newburn, registrou a aurora enquanto fotografava o vulcão Fagradalsfjall, que está em erupção nas últimas semanas na Islândia. Um registro raríssimo.


(Imagem: Reprodução/Ryan Newburn)


Outra foto da aurora sobre uma árvore, é de Lach Donna, em Manitoba, Canadá.


(Imagem: Reprodução/Lach Donna)


E a outra foto, da aurora próxima ao horizonte com parte do braço da via láctea, é da costa de Victoria, na ilha de Tasmânia, no sul da Austrália. A foto é do Leanne Marshall.


(Imagem: Reprodução/Leanne Marshall)


Matéria feita por Iago Siqueira - Conexão Geoclima.

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