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CICLONE BOMBA ALEX PROVOCA DESTRUIÇÃO NA ITÁLIA E FRANÇA

A tempestade "Alex" chegou com força entre a Itália e a França, deixando 3 mortos, 11 pessoas desaparecidas e enormes prejuízos. Na região da Bretanha, na França, 20 mil pessoas estão sem energia elétrica. Na região dos Alpes Marítimos, onde os estragos são mais acentuados, cerca de 12 mil pessoas estão sem energia elétrica e 10 pessoas estão desaparecidas. Na fronteira com a Itália, muitas localidades estão inundadas e incomunicáveis.

Alix Roumagnac, presidente da filial Predict do serviço de meteorologia francês (Météo-France), falou que choveu "mais de 500 mm em poucas horas nos vales profundos dos Alpes Marítimos", acrescentando ter sido "quase um ano de precipitação que caiu em cerca de 10 horas nestas regiões."


Aproximadamente 2500 bombeiros com o apoio de 13 helicópteros estão trabalhando 24 horas por dia na busca e salvamento de pessoas nas regiões do Piemonte, Ligúria e Lombardia.

No noroeste da Itália, a forte precipitação em poucas horas provocou cheias repentinas e deslizamentos de terras. De acordo com a Proteção Civil da região de Piemonte, há pelo menos um morto e 17 pessoas desaparecidas devido a está mesma tempestade. A vítima seria um bombeiro voluntário, de 53 anos, que participava numa operação de reforço de segurança numa estrada do Vale de Aosta.

Em Veneza, na Itália, uma cidade à beira mar e feita à base de canais que sofre com as inundações todos os anos, decidiu construir uma barragem, conhecido como projeto "Mose", tendo como objetivo prevenir inundações, e finalmente foi usada para esse efeito nos últimos dias, tranquilizando a população, depois de anos com cheias.

"Hoje está tudo seco. Paramos o mar. Muitas coisas más aconteceram, mas agora algo maravilhoso aconteceu", disse o presidente da câmara da cidade, Luigi Brugnaro, numa conferência de imprensa em que brindou os engenheiros e responsáveis pelo projeto.


A barragem tem 78 barreiras amarelas, fronteiras marítimas físicas que impede a passagem de ondas e a subida do nível do mar até 3 metros, e foi desta forma que travou o avanço do mar durante a passagem da tempestade Alex.

REUTERS/MANUEL SILVESTRI

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