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IMAGENS COM MAIOR RESOLUÇÃO JÁ FEITA MOSTRAM ERUPÇÕES MINÚSCULAS NO SOL


Concepção artística da Solar Orbiter. Imagem: ESA

Lançado em 10 de fevereiro de 2020, em uma iniciativa emblemática da Agência Espacial Europeia (ESA) junto com a NASA, o telescópio espacial Solar Orbiter concluiu sua fase de comissionamento em meados de junho e realizou sua primeira aproximação ao Sol e registrou as fotografias mais próximas feitas até hoje da nossa estrela mãe. O Solar Orbiter chegará ainda mais próxima do Sol, chegando a 42 milhões de quilômetros de distância da superfície.



Essas imagens sem precedentes foram capturadas durante o periélio da órbita do satélite, quando passava à "apenas" 77 milhões de quilômetros de distância da fotosfera solar, o que representa a metade da distância da Terra até o Sol. As imagens recolhidas pelos instrumentos do telescópio durante a máxima aproximação demoraram cerca de uma semana para chegar ao nosso planeta, com uma janela diária de nove horas para fazer o seu download.



Imagem em alta resolução mostra uma das "fogueiras" na fotosfera solar.

Imagem: Solar Orbiter/EUI Team (ESA & NASA)


As fotografias revelam fenômenos que antes não eram visíveis em detalhe, como a presença de mini explosões solares, apelidadas de “fogueiras”. Os cientistas ainda não sabem exatamente o que são essas fogueiras, mas acreditam que poderiam ser "nanoflares"ou pequenas faíscas que ajudam a aquecer a atmosfera externa do sol. Elas são milhões de vezes menos intensas que as explosões solares comuns e foram observadas em todo o disco solar.


"As fogueiras de que falamos aqui são os sobrinhos de explosões solares, pelo menos

um milhão, talvez um bilhão de vezes menores", disse David Berghmans, pesquisador

principal do instrumento EUI, que captura imagens de alta resolução das camadas

inferiores da atmosfera do Sol, conhecida como coroa solar.



Primeiras imagens feitas pela Solar Orbiter, em 30 de Maio de 2020.

Imagem: Solar Orbiter / EUI Team (ESA & NASA)


O Solar Orbiter está equipado com 10 instrumentos que podem capturar observações da coroa solar, que é sua atmosfera, dos polos e do disco solar. Ele também pode usar seus instrumentos para medir os campos magnéticos do sol e o vento solar, ou o fluxo energético de partículas emitidas pelo sol que atingem nosso sistema solar.


Fonte: https://www.nasa.gov/feature/goddard/2020/solar-orbiter-returns-first-data-snaps-

closest-pictures-of-the-sun

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