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QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DE UM OCEANO ESTÁVEL?

O aquecimento global é um dos fatores principais que vêm deixando os oceanos mais estáveis, provocando um aumento das temperaturas da superfície do mar (TSM) e reduzindo o carbono que eles podem absorver, segundo uma pesquisa publicada na última segunda-feira (05/10) na revista Nature Climate Change.


Os cientistas alerta para "implicações profundas e preocupantes"


Os seres humanos são responsáveis pela mudança climática que segue provocando o aumento das temperaturas da superfície em todo o planeta, levando à instabilidade atmosférica e amplificando eventos climáticos extremos, como tempestades.

Mas você sabia que nos oceanos esse aumento da temperatura têm um efeito diferente? Sim, ocorre uma desaceleração da mistura entre a superfície em aquecimento e as águas mais frias e ricas em oxigênio abaixo, segundo a pesquisa. Essa "estratificação" do oceano significa que menos águas profundas estão subindo em direção à superfície carregando oxigênio e nutrientes, enquanto a água na superfície absorve menos dióxido de carbono atmosférico para enterrar em profundidade. No relatório, a equipe internacional de cientistas disse que descobriu que a estratificação global aumentou 5,3¨% "substancias" de 1960 a 2018.

Esse processo é exacerbado pelo derretimento do gelo marinho, o que significa que mais água doce - que é mais leve que a salgada - também se acumula na superfície do oceano. O coautor do estudo Michael Mann, professor de ciências climáticas da Pennsylvania State University, disse em um comentário publicado na Newsweek que a "descoberta aparentemente técnica tem implicações profundas e preocupantes".


O resultado disso tudo é o potencial para a condução de "furacões destrutivos e intensos" à medida que a superfície do oceano esquenta, uma redução na quantidade de CO² absorvida, que pode significar que a poluição de carbono se acumula mais rápido do que o esperado na atmosfera e que pode haver uma subestimação dos modelos climáticos com a estratificação dos oceanos, subestimando seu impacto. Com as águas superiores mais quentes recebendo menos oxigênio, também há implicações para a vida marinha.


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Ao absorver um quarto do CO² produzido pelo homem e absorver mais de 90% do calor gerado pelos gases do efeito estuda, os oceanos mantêm a população viva - mas a um custo terrível, de acordo com o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC). Os mares se tornaram ácidos, minando potencialmente sua capacidade de absorver CO². As águas superficiais mais quentes expandiram a força e o alcance das tempestades tropicais mortais. Ondas de calor marinhas estão destruindo os recifes de coral e acelerando o derretimento das geleiras e mantos de gelo, levando ao aumento do nível do mar.


Em uma pesquisa publicada ano passado na Proceedings of the National Academy of Scienes dos EUA, um calculo realizado demonstrou que a mudança climática esvaziaria o oceano de quase um quinto de todas as criaturas vivas, medidas em massa, até o final do século.


Fonte: © Agence France-Presse

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