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  • Bianca Leroiz

PRIMEIRO PLANETA SOBREVIVENTE PERTO DE UMA ANÃ BRANCA INTRIGA ASTRÔNOMOS

Atualizado: Set 26

Uma equipe internacional de astrônomos usando o Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS) da NASA e o aposentado Spitzer Space Telescope relatou o que pode ser o primeiro planeta intacto encontrado orbitando de perto uma anã branca 40% maior do que Terra - a anã branca tem 18.000 km de diâmetro e pode ter até 10 bilhões de anos.


O exoplaneta em questão, batizado de WD 1586b, é dez vezes maior que a sua estrela-mãe. O planeta completa uma volta ao redor da anã branca, que se chama WD 1856+534, a cada 34 horas, cerca de 60 vezes mais rápido do que Mercúrio orbita nosso Sol. E está localizado a 80 anos-luz de distância de nós, o que é relativamente perto, na constelação de Draco.




Uma Ilustração mostra o WD 1856b, um planeta potencial do tamanho de Júpiter, orbitando sua estrela hospedeira muito menor, uma anã branca.

Créditos: Goddard Space Flight Center da NASA


Sabemos que para uma anã branca seja formada uma estrela passa pelo fim de sua evolução através de um processo que destrói qualquer coisa que estiver por perto. E o que intrigou os cientistas foi a seguinte questão: Como o exoplaneta conseguiu sobreviver perto de uma anã branca?


No processo, a gigante vermelha ejeta suas camadas externas de gás até que o núcleo quente se torne uma anã branca, e todos os objetos próximos acabam sendo destruídos. Como o o WD 1856b estaria ali intacto?


Os cientistas sugerem vários cenários que poderiam ter empurrado WD 1856b em um caminho elíptico ao redor da anã branca. Essa trajetória teria se tornado mais circular com o tempo, conforme a gravidade da estrela esticou o objeto, criando enormes marés que dissiparam sua energia orbital.


“A influência gravitacional de objetos tão grandes poderia facilmente permitir a instabilidade necessária para derrubar um planeta. Mas, neste ponto, ainda temos mais teorias do que dados ”


Essa é a primeira vez que um planeta conseguiu fazer o percurso sem ser destruído no caminho. Os cientistas não sabem explicar como isso aconteceu, mas há algumas hipóteses. Uma delas é que estrelas “irmãs” da anã branca teriam influenciado a órbita do planeta para que ele se aproximasse.


Para os pesquisadores, essa descoberta pode lançar uma luz sobre como será o destino do Sistema Solar quando o Sol se tornar uma anã branca, o que deve acontecer a mais ou menos 5 bilhões de anos.


“esses mundos poderiam manter condições favoráveis ​​para a vida por mais tempo do que a escala de tempo prevista para a Terra” Com isso, “podemos explorar muitas novas possibilidades intrigantes para mundos orbitando esses núcleos estelares mortos”, concluiu a coautora do estudo Lisa Kaltenegger.



Fonte: NASA, Science Alert

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