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O QUE ESPERAR DOS ÚLTIMOS TRÊS MESES DE 2020?

A primavera começou na última terça-feira (22/09) com o sol predominando em grande parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Sobre o Paraná, a nebulosidade se fez mais presente e algumas áreas de instabilidades se formaram no decorrer do dia.

GOES 16 - RealEarth

OUTUBRO

Estamos praticamente no mês de Outubro e as projeções sinalizam alto volume de chuva e tempestades no Rio Grande do Sul, podendo "respingar" sobre Santa Catarina e de forma ainda mais isolada sobre o Paraná. Os principais modelos meteorológicos, ECMWF e GFS, colocam até 220 milímetros de chuva entre o final do mês de Setembro e começo de Outubro, podendo gerar certos transtornos no Estado gaúcho, principalmente alagamentos e deslizamentos de terra. As condições meteorológicas são favoráveis para formação de tempestades severas com potencial para danos no Estado, o que requer acompanhamento. De modo geral, o restante do mês deve ser marcado por chuva acima da média e temporais localizados.


NOVEMBRO E DEZEMBRO

Os últimos dois meses do ano devem ser marcados pelo tempo seco e quente, onde as altas temperaturas vão ser destaque em grande parte dos dias. Não é descartado temporais de verão no final da tarde, mas as condições de abafamento irão se manter até mesmo entre a noite e a madrugada, o que requer uma atenção redobrada com crianças e idosos. A instalação de um ar condicionado é uma dica extremamente importante no verão, porque além de deixar o ambiente confortável, o ar condicionado também ajuda a manter o ar mais puro, livre de bactérias, fungos e poluição. Poucas pessoas sabem, mas as bactérias se proliferam e se espalham com mais facilidade no calor, por isso as unidades de saúde procuram manter a temperatura ambiente baixa.


No verão 2020, que começa dia 21 de dezembro, no entanto, a tendência é de calor mais fraco que o registrado em 2019 na maior parte do país. A NOAA indica neutralidade para o verão 2020. Entretanto, recomendamos cautela com a ideia de que neutralidade seja chuva e temperatura dentro da média. Normalmente, a neutralidade é influenciada por vieses quentes ou frios do Pacífico. E como o oceano ficará um pouco mais frio que o normal, a tendência é de que tenhamos um verão com “cara de La Niña”. Ou seja, diferentemente do início de 2019, quando a chuva foi irregular sobretudo no Nordeste, a expectativa é de precipitação mais bem distribuída nesta Região a partir de fevereiro, além da Região Norte e nos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Também há maior risco de invernadas, períodos com tempo fechado, chuvoso e temperaturas mais baixas.


Por outro lado, na Região Sul e partes de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a precipitação tende a ser mais irregular no fim da primavera e, sobretudo, entre o fim do verão e início do outono de 2020.


É extremamente recomendado evitar o sol entre às 12h e 16h, praticar atividades físicas, usar roupas de algodão e cor claras, beber pelo menos 2 litros de água, evitar refeições pesadas, manter o ambiente arejado, e cuidado redobrado com a insolação. Use protetor solar!


Outro problema ocasionado pelo tempo seco e quente, destaque no verão, é o cansaço físico. A sensação de fadiga, indisposição, sono excessivo, moleza no corpo, mal-estar e até a desmotivação e a improdutividade crescem conforme a temperatura sobe. Muitas vezes pode ser difícil se livrar dos sintomas. Isto acontece por causa de 4 fatores: variação de temperatura, desidratação, excesso de sol e problemas de sono.


VARIAÇÃO DE TEMPERATURA

Nos dias mais quentes, você acaba gastando mais energia para manter o corpo na temperatura normal (37ºC aproximadamente). O organismo responde imediatamente através da transpiração, que "refresca" a pele através da retirada de calor. Além disso, a pressão sanguínea cai e dilata as veias, fazendo o coração trabalhar mais para transportar o oxigênio. Os sintomas tendem a passar conforme o corpo se acostuma às altas temperaturas, mas é bom sempre ficar atento a outras complicações que o verão pode trazer.


DESIDRATAÇÃO

A desidratação é uma das causas mais comuns de fadiga, indisposição e tonturas. No verão, o corpo pode perder muito líquido através do suor e, caso não haja uma reposição adequada, pode ocasionar sintomas como boca seca, dores de cabeça, enjoo, pouca urina de cor amarela escura, cansaço corporal e abatimento (causando olheiras e pele sem elasticidade). É muito importante beber ao menos dois litros de água por dia, em especial quando estiver muito calor. Repositores de eletrólitos, como as bebidas esportivas, também ajudam a diminuir os sintomas. No caso de desidratação grave, é importante buscar ajuda médica o mais rápido possível para que a reidratação seja feita de forma adequada.


EXCESSO DE SOL

O excesso de calor nos dias abafados e a incidência direta do sol podem causar hipertermia, condição que eleva a temperatura corporal a mais de 40ºC. Esse problema é especialmente perigoso para crianças, idosos e pessoas com pressão alta e pode ser ocasionado por insolação ou excesso de abafamento. A hipertermia gera exaustão extrema, dor de cabeça, batimento cardíaco acelerado, pele avermelhada e seca ou excessivamente suada, calafrios, tontura, enjoo e confusão mental. No caso de longa exposição ao sol ou ao calor, é importante buscar acompanhamento médico imediato. Para evitar a hipertermia e a insolação, proteja-se do sol e do calor na sombra e mantenha-se sempre hidratado.


PROBLEMAS DE SONO

A insônia é um sintoma da fadiga causada pelo excesso de calor menos nocivo, mas igualmente incômodo. Tentar dormir em um ambiente muito abafado ou durante o verão pode ser frustrante. De acordo com estudos, temperaturas acima de 25ºC dificultam a manutenção do sono, causando insônia. E, mesmo que você consiga dormir no calor, o sono não será tão reparador quanto em temperaturas mais amenas. Por causa do sono leve ou da insônia, fica muito mais difícil se concentrar e ter energia no dia seguinte. Durma com ventiladores ligados e mantenha sempre um copo d’água e uma toalha úmida por perto para se refrescar quando for dormir.


ATENÇÃO: Mesmo não tendo uma condições tão ruim para a agricultura, como foi no ano passado, é importante que os produtores se previnam antecipadamente para evitar perdas como ocorreu na safra passada. Só no Rio Grande do Sul, houve uma perda de 40% da soja. Os modelos não indicam longos períodos de estiagem, mas nas culturas que necessitam de muita água podem se ressentir um pouco.


Fonte: eHow, Somar Meteorologia, Epagri-Ciram e Conexão GeoClima

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