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NUVEM DE GAFANHOTOS PODE CHEGAR NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA NO RIO GRANDE DO SUL

Com o calor que vem sendo registrado nos últimos dias e a previsão de temperatura alta ao longo desta semana, autoridades brasileiras estão monitorando os insetos, que devem se mover com mais intensidade. Segundo o Chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretária Estadual da Agricultura, Ricardo Felicetti, a nuvem de gafanhotos deve chegar ao Rio Grande do Sul na próxima quarta-feira (22).


A nuvem de gafanhotos preferem temperaturas mais elevadas, que propiciam o desenvolvimento do inseto. Além disso, ausência de chuvas e de ventos facilita muito o deslocamento das nuvens, mas, no entanto, quando as condições se invertem, com frio, chuvas e ventos fortes, ocorre um desfavorecimento da biologia e uma alteração do comportamento dos insetos, explica a entomóloga e engenheira agrônoma Adriana Labinas, professora-coordenadora do Laboratório de Entomologia Agrícola do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade de Taubaté (Unitau).

"Nesse momento, esses insetos passam então a assumir o status de praga agrícula, e por isso devem ser combatidos e controlados adequadamente. Neste momento acho que a melhor medida de controle que nós poderíamos ter inicialmente é uma medida do governo. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no dia 24 de junho, emitiu uma portaria declarando estado de emergência fitossanitária em função do risco do surto desta praga de Schistocerca cancellata, o gafanhoto, na região dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina", destacou a interlocutora da Sputnik Brasil.


HÁ ALGUM RISCO DE SAÚDE PARA NÓS SERES HUMANOS E ANIMAIS?

De acordo com a agrônoma, Adriana Labinas, "o risco direto à saúde, tanto do ser humano, quanto dos animais criados, não existe. Existem alguns relatos de desconforto auditivo no momento da chegada da nuvem e também existem relatos de desconforto visual, porque a paisagem fica alterada. Mas o risco que essas nuvens mais representam é para a produção agrícola".



ONDE ESTÁ A NUVEM DE GAFANHOTOS?

Segundo o Serviço de Qualidade e Sanidade Vegetal (Senave), os insetos que estavam em áreas de Madrejón e 4 de Mayio, no Paraguai, seguiram para o sudeste, em direção a Teniente Pico, no departamento de Boquerón, também no país. Hoje, 20/07, estão próximos da cidade de Sauce, Corrientes, Argentina, aproximadamente 111 quilômetros de distância da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.


Com a previsão do aumento das temperaturas e ventos soprando de norte nos próximos dias na Argentina, o órgão fala que é provável que a nuvem decole novamente e se mova para o sul de Corrientes e para o norte de Entre Ríos.


SEGUNDA NUVEM DE GAFANHOTOS

Sim, há uma segunda nuvem de gafanhotos se movimentando sobre o Paraguai, e segue sendo monitorada pelo Brasil. Segundo Juliano Ritter, fiscal estadual agropecuário que acompanha a situação na fronteira do Rio Grande do Sul, os insetos estão a aproximadamente 200 quilômetros do município de Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e têm se movido com intensidade na direção Sul.


VOCÊ SABIA?

Nuvens de gafanhotos ou qualquer manifestação parecida não é entendido como castigo nos entendimentos tradicionais dos indígenas Ye'pâ-Mahsa, mas uma espécie de desequilíbrio, resultado da má relação/quebra de etiquetas dos humanos com os ambientes, na vida social e com o corpo.


Segundo Sarmento Ye'pâ-Mahsü, muitas pessoas descrevem esse fenômeno como um castigo de um certo deus e que está previsto nas escrituras do judeu-cristianismo. A gente respeita e entende este entendimento. Mas questão e quem é de outra cultura também possuí outro tipo de leitura sobre as coisas.


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Fonte: Sputnik News, Diário Gaúcho, Conexão GeoClima e Twitter.

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