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  • Bianca Leroiz

NOVOS ESTUDOS DETECTARAM A PRESENÇA DE HEMATITA NA LUA E INTRIGA CIENTISTAS

A descoberta foi através dos dados coletados pela missão indiana Chandrayaan-1, a espaçonave que conta com o instrumento Moon Mineralogy Mapper (M3). Esse instrumento, projetado pela NASA, é um espectrômetro de imagem capaz de fornecer dados detalhados sobre a composição mineral da superfície. Em 2008 o espectrômetro encontrou água em forma de gelo em suas regiões polares. Após analisar os dados do instrumento, os pesquisadores observaram linhas espectrais correspondentes a hematita.


A hematita é um óxido de ferro de ocorrência frequente em rochas e solos que são frequentemente encontradas no Planeta Terra, o que diminui a probabilidade de haver na Lua devido a inexistência de oxigênio ou água líquida por lá. Acontece que, a hematita precisa de pelo menos ar e água líquida para se formar, coisas que não encontramos tão fácil na Lua e isso deixou os cientistas intrigados. Em 2004 a NASA descobriu que a hematita é um dos minerais mais abundantes das rochas e da superfície de Marte. O ferro em sua superfície juntamente ao oxigênio e água no passado, da a tonalidade ao Planeta Vermelho.



Mapa da hematita no polo norte lunar (Imagem: Reprodução/Shuai Li)


A presença desse óxido de ferro é muito estranha, a equipe destaca que a Lua é bombardeada por fluxos de hidrogênio originados de ventos solares. O hidrogênio é um agente redutor que deveria ser o suficiente para impedir a oxidação de qualquer coisa que pudesse enferrujar na Lua, de acordo com os cientistas.


“Quando examinei os dados do M3 nas regiões polares, descobri que algumas características e padrões espectrais são diferentes daqueles que vemos nas latitudes mais baixas ou nas amostras da Missão Apollo. Após meses de investigação, descobri que estava vendo sinais de hematita” disse o coautor do estudo Shuai Li, cientista planetário da Universidade do Havaí, EUA.

COMO A HEMATITA TERIA SE FORMADO?


Os cientistas descrevem três fatores para explicar, veja;


A primeira é que a hematita lunar está presente na face voltada da Terra. O oxigênio da parte superior da atmosfera da Terra pode ter sido soprado para a superfície lunar através do vento solar. O que de fato pode acontecer, segundo Li.

"Portanto, o oxigênio atmosférico da Terra pode ser o principal oxidante para a produção de hematita”

Uma outra forma pode estar relacionada com a água em forma de gelo descoberta anteriormente e associados a impactos, o gelo pode ter se misturado com o manto de intemperismo lunar e acabou derretendo durante impactos de asteroides.


E também deve ser considerado, que especificadamente na Lua Cheia a cauda magnética da Terra fica ao oposto do Sol e impedindo que 99% do vento solar atinja nosso satélite natural e dando um intervalo para que a hematita se forme sem a interferência do hidrogênio.


Com esses três fatores, não significa que o mistério esteja completamente resolvido.


"A pequena quantidade de água observada em altas latitudes lunares pode ter estado substancialmente envolvida no processo de formação de hematita no lado oposto lunar, o que tem implicações importantes para interpretar a hematita observada em alguns asteroides do tipo S com pouca água." Disse Li.

As cores em azul representam a água congelada nos polos lunares, com a oxidação mais escura aparecendo nos extremos (Imagem: Reprodução/ISRO/NASA/JPL-Caltech/Brown University/USGS)


Para os cientistas, novos dados serão necessários para determinar exatamente como a água está interagindo com as rochas. Os dados também podem ajudar a explicar porquê quantidades menores de hematita também estão se formando no lado oposto da Lua, onde o oxigênio da Terra não consegue alcançá-la.


Que a Lua tem muitos mistérios nós já sabemos, mas a hematita presente, e que não deveria estar ali, pode nos contar muito sobre a evolução e formação do nosso satélite.




Fonte: https://www.nasa.gov/feature/jpl/the-moon-is-rusting-and-researchers-want-to-know-why


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