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  • Bianca Leroiz

NOVO ESTUDO REFORÇA A HIPÓTESE DE COMO A LUA TERIA SE FORMADO

Desde a antiguidade a Lua desperta muita curiosidade nos homens e como ela teria se formado é algo que continua sendo um mistério. Uma hipótese que é bastante aceita é a do Grande Impacto, que aponta que nosso satélite natural surgiu após a colisão da Terra com Theia, um planeta do tamanho de Marte, há mais de quatro bilhões de anos. Um novo estudo reforça ainda mais essa hipótese.


A ilustração da hipótese do Grande Impacto. Crédito da Imagem: NASA/JPL-Caltech.



Uma equipe liderada pela NASA encontrou novas evidências em rochas lunares que foram trazidas de volta à Terra pelos astronautas da Apollo há mais de 50 anos. Ao examinarem as rochas a equipe encontrou quantidades e tipos de cloro nas rochas que evidenciam a hipótese do Grande Impacto. No estudo, eles descobriram que a lua possui alta concentração de cloro pesado, enquanto a Terra tem mais cloro leve. O termo pesado e leve referem-se a variantes do átomo do elemento, conhecidos como isótopos, que contêm diferentes quantidades de nêutrons em seu núcleo.


“Muitos estudos lunares anteriores examinaram o cloro dentro de um mineral específico, chamado apatita, mas desenvolvemos uma maneira de medir o cloro em toda a rocha, o que nos dá uma história mais completa”, diz Simon, que é co-autor da pesquisa.

Conforme o estudo, depois da colisão é bem possível que a Terra teria conseguido se manter praticamente inteira, enquanto pedaços de ambos os planetas foram lançados ao espaço e se aglutinaram para formar a Lua, e ambos os corpos tinham uma mistura de isótopos de cloro leves e pesados, mas isso mudou com a influência gravitacional da Terra sobre a Lua em formação. Isso porque quando os detritos espaciais se distribuíam entre a Terra e a Lua, a Terra acabou "roubando" quase todo o cloro leve. O cloro leve é mais responsivo e mais fácil para atrair.


Justin Simon, cientista NASA, explica que há uma grande diferença entre a formação elementar da Terra e da Lua, e eles querem investigar o motivo.

“Agora, sabemos que a Lua era bem diferente no início, provavelmente devido à hipótese do grande impacto”.

Foram analisados outros halogênios - elementos da mesma família do cloro – esses outros tipo de cloro também não são abundantes na lua, e a equipe não conseguiu ver nenhum padrão que sugerisse que um evento posterior causou a perda.

“a perda de cloro na Lua provavelmente aconteceu durante um evento com grande energia e calor, o que aponta para a teoria do Impacto Gigante”, diz Tony Gargano, autor líder da pesquisa.

O novo estudo foi publicado este mês na revista Proceedings of the National Academy of Sciences e reforça a hipótese que foi sugerida sugerida pela primeira vez há muitos anos atrás.





Fonte: NASA, SPACE, SOCIENTIFICA

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