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NEVE ENTRE SÃO PAULO E O RIO DE JANEIRO?

Nos últimos dias as páginas relacionadas a meteorologia ficaram focadas em assuntos relacionados à intensa massa de ar polar que irá derrubar as temperaturas sobre o Sul e Sudeste nessa semana. Como já ocorreu em outros eventos, algumas dessas páginas compartilham informações desencontradas e até exageradas (sensacionalistas) sobre o que de fato irá ocorrer nos próximos dias em relação ao frio esperado.


De forma resumida, espera-se um acentuado declínio na temperatura entre os dias 28 e 31 de Julho com ocorrência de geada generalizada sobre os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, não se descartando também a ocorrência de geada negra e sensação térmica negativa durante a entrada da massa de ar polar. Além dessas ocorrências, a Climatempo e a Somar Meteorologia emitiram um aviso de precipitação invernal sobre o Sudeste do Brasil. A previsão de precipitação invernal precisa ser realizada com poucas horas de antecedência para que tenha-se maior chance de acerto, uma vez que a atmosfera precisa de uma combinação de vários fatores para que de fato ocorra, sendo: umidade, formação de nuvens e temperaturas baixas tanto na atmosfera quanto na superfície (em torno de 0°C ou menos).


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As projeções atuais colocam pouca umidade disponível na atmosfera durante o avanço do ar polar, impedindo a formação de neve. As modelagens também colocam temperaturas acima dos 0°C em camadas intermediárias da atmosfera, fazendo com que os flocos de neve que eventualmente se formem acabem derretendo durante a precipitação. Caso o cenário mude e esses ingredientes fiquem disponíveis durante o avanço da massa de ar frio, podemos ter precipitação invernal até nas montanhas mais altas da Serra da Mantiqueira, onde houve registro de neve em 1988 (Parque Nacional do Itatiaia).

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