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MOMENTO EM QUE RAIO ATINGE E MATA HOMEM EM ITAPEMA, NO LITORAL DE SANTA CATARINA

Atualizado: Out 6

Uma câmera de segurança gravou o exato momento que uma descarga elétrica (raio) caiu sobre Fabrício Corrêa Gasparetto, de 47 anos, em Itapema, no Baixo Vale do Itajaí, litoral de Santa Catarina, na última sexta-feira (02/10). Gasparetto era natural de Chapecó e trabalhava em Itapema como corretor de imóveis. Ele deixa uma esposa e três filhos.


A veracidade do vídeo foi confirmada pela Prefeitura Municipal de Itapema-SC.


RELEMBRANDO O CASO E OS TEMPORAIS

Durante a tarde da última sexta-feira (02/10), fortes instabilidades se formaram sobre o Vale do Itajaí, Litoral Norte e Grande Florianópolis, gerando chuva, queda de granizo e alta incidência de descargas elétricas (raios).

Em Florianópolis, Rafael Bernardino, administrador da Conexão GeoClima, estava monitorando um forte núcleo que avançava para a capital direto do Morro da Cruz, centro de Florianópolis-SC. Observe no vídeo abaixo as intensas rajadas de vento durante a chegada do temporal. Todas as medidas de segurança estavam sendo tomadas e ao terminar de filmar retornou para seu veículo, sendo um abrigo contra raios.

Infelizmente, muitas pessoas ainda não tem consciência dos problemas graves que uma descarga elétrica pode ocasionar, podendo levar a morte. O administrador observou vários ciclistas subindo e descendo o Morro da Cruz durante o temporal com alta incidência de descargas elétricas. Além de ser um local alto, possuí muitas torres de transmissão, um perigo durante um temporal com raios.

No vídeo abaixo é possível observar um dos ciclistas descendo o morro, quando uma descarga elétrica ocorre ao fundo.

Do Morro da Cruz, Rafael Bernardino se deslocou até o trapiche da Beira-Mar Norte onde interceptou outro forte núcleo com uma incidência de descargas elétrica absurda! Por ser um núcleo perigoso diante da quantidade de raios que ocorria, temos que ter prevenção em primeiro lugar e a decisão foi ficar dentro do carro para evitar riscos maiores. Mas a cena de pessoas andando ou correndo normalmente pela Beira-Mar Norte era como se nada estivesse acontecendo. Falta de responsabilidade consigo próprio e com seus familiares?


Transmissão ao vivo que foi realizada de dentro do carro durante o forte temporal com descargas elétricas

Você sabia que o Brasil é LÍDER MUNDIAL em registros de raios? Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Brasil tem em média 77.8 milhões de raios por ano, matando em média 300 pessoas. As chances de uma pessoa ser atingida por uma descarga elétrica é muito baixa, menor que 1 para 1 milhão, mas as chances aumentam drasticamente quando uma pessoa fica em uma área descampada. Um exemplo disso é você em uma praia onde há aproximadamente mil pessoas. As chances de um raio atingir você aumenta em até mil vezes.


Só entre 2000 a 2017, 2.044 pessoas morreram no Páis em decorrência de descargas elétricas naturais. O estudo do Elat concluiu ainda que

3% das mortes acontecem durante o verão e que duas a cada três mortes ocorrem ao ar livre. Por isso que é recomendado evitar praias durante tempestades, pois o risco de um raio é maior.


Em geral, as mortes e os ferimentos provocados por raios não ocorrem em situações em que as pessoas são atingidas diretamente, e sim pelos efeitos indiretos das descargas elétricas. A corrente do raio pode causar queimaduras e a maioria das mortes é causada por parada cardíaca e respiratória.





DURANTE AS TEMPESTADES O IDEAL É PROCURAR ABRIGO EM:


  • Veículos fechados, desde que não se encoste à lataria até a tempestades passar;

  • Casas ou prédios, de preferência que possuam para-raios;

  • Metrôs e túneis subterrâneos;

O Inpe aconselha ainda que as seguintes situações sejam evitadas:

  • Praticar atividades de agropecuária ao ar livre;

  • Ficar ao lado de veículos ou andar de bicicleta e moto;

  • Permanecer em campo aberto, como gramados esportivos e praias, embaixo de árvores ou perto de cercas;

  • Tocar em objetos condutores de eletricidade (telefones fixos com fio, celulares conectados a carregadores ou objetos metálicos grandes);

  • Acolher-se em um abrigo aberto, como deques, sacadas, toldos e varandas;

Fonte: O Povo e Conexão GeoClima


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