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LAGO SEGUE AUMENTANDO NA CRATERA DO VULCÃO KILAUEA E INDICA FASE EXPLOSIVA

No ano de 2018 uma erupção marcante ocorreu no Kilauea, abrindo um enorme buraco na cratera Halemaumau. Junto com a erupção, veio o lento e dramático colapso do solo de Halema’um’u, deixando um buraco de mais de 450 metros de profundidade enquanto a lava escoava. Isso mudou a paisagem da cratera, que agora parece ser muito mais profunda e está rodeada por um alto penhasco.

Em maio de 2019, imagens de satélite observaram pela primeira vez a água surgindo dentro da cratera. Após um ano de monitoramento, constatou que o lago já havia 30 metros de profundidade, tendo uma área equivalente a cinco campos de futebol.


De acordo com as medições realizadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) utilizando um telêmetro laser indicam agora que o nível da água chega a 40 metros.

Crédito: Earth Observatory Nasa

CONHECENDO O VULCÃO

O vulcão Kilauea é o que apresenta maior atividade vulcânica no mundo e tido como o vulcão ativo mais visitado do mundo, sendo uma fonte inestimável de estudo para os vulcanólogos. O volume de material expelido é suficiente para construir três rodovias amplas para contornar o globo terrestre. Cerca de 90% do vulcão é coberto por lava de menos de 1000 anos de idade.


Em havaiano, a palavra "kilauea" significa "cuspindo" ou então "espalhado", em referência às recorrentes descargas de lava deste. Aliás, desde janeiro de 1983 há um fluxo contínuo de emissão de lava proveniente de um dos cones do Kilauea, chamado "Puu oo". Além deste fluxo, outros 33 ocorreram no arquipélago desde 1952.


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O Kilauea é o mais recente dos vulcões que emergiram e criaram as ilhas do arquipélago havaiano, devido ao movimento da Placa do Pacífico (uma das placas tectônicas que compôem a superfície terrestre) em direção à região do vulcão submerso Lo´ihi, movimento que ainda nos nossos dias ocorre.


Na tradição local, o povo havaiano acredita que o vulcão é habitado pelo deusa dos vulcões, Pele. As lendas e cantos tribais executados por habitantes da região afirmam que toda vez em que a deusa se encontra irritada, o vulcão entra em erupção.

São cinco os vulcões-escudo que deram origem à ilha do Havaí. Cada um em um canto da ilha (daí a denominação "escudo"), ao expelir determinada quantidade de lava foi dando gradativamente uma forma à atual ilha. São eles, em ordem de antiguidade:

  • Kohala (hoje extinto)

  • Mauna Kea (em repouso)

  • Hualalai (em repouso)

  • Mauna Loa (ativo - parcialmente localizado no chamado Parque Nacional dos Vulcões do Havaí)

  • Kilauea (plenamente ativo - localizado em sua totalidade no Parque Nacional dos Vulcões do Havaí)

Na ilha do Havaí, o Kilauea está localizado no flanco sudeste do muito maior Mauna Loa. A grande massa e altura do Mauna Loa (4169 m) contrasta com a baixa altitude do Kilauea, com apenas 1247 m acima do nível do mar.


HÁ O RISCO DE EXPLOSÃO?

Segundo cientistas do USGS, a presença de água no magma é um fator chave que contribui para erupções explosivas. De forma resumida, se a água se dissolver no magma, pode causar a acumulação de vapor, um aumento da pressão e talvez uma liberação mais dramática e potencialmente perigosa de lava.


Existem dois cenários que podem levar a uma erupção explosiva. “Em um caso, o magma poderia subir rapidamente pelo conduto e se cruzar com o lago”, disse Don Swanson, vulcanologista do Observatório Havaiano de Vulcões do US Geological Survey. “No segundo, o chão da cratera pode entrar em colapso e derrubar toda a água em uma zona onde ela seria rapidamente aquecida e virar vapor.”


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Mas isso não significa que a próxima erupção será explosiva. “A próxima erupção pode acontecer lentamente e a água pode evaporar”, disse ele. “Não queremos ser alarmistas, mas também precisamos ressaltar ao público que há uma possibilidade crescente de erupções explosivas no Kilauea.”


Uma coisa é certa: os geólogos acompanharão de perto o Kilauea e seu novo lago com todas as ferramentas disponíveis, incluindo sismômetros, câmeras térmicas, drones, pesquisas com helicópteros e satélites. “O vulcão está em processo de voltar a um período explosivo que pode durar séculos?”, perguntou Swanson. “Ou isso é apenas um pontinho, e vamos voltar aos fluxos de lava silenciosos como tínhamos nos séculos 19 e 20? Só o tempo irá dizer.”


Fonte: Painel Global, Info Escola, Revista Planeta e Conexão GeoClima


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