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INÍCIO DA PRIMAVERA (LA NIÑA) NO HESMIFÉRIO SUL

Amanhã, 22 de Setembro de 2020 às 10h21, no Horário de Brasília, dá-se início ao equinócio de Primavera. A palavra primavera vem do latim primo vere, que pode ser entendido como o "primeiro verão", já a palavra equinócio vem do latim aequus = igual e noctis = noite, onde temos a noite e o dia com as mesmas 12 horas de duração. No restante do ano, essa duração se modifica, sendo que no Solstício de Inverno ocorre a noite mais longa do ano e no Solstício do Verão ocorre a noite mais curta do ano.

O equinócio representa o posicionamento médio do Sol em relação à Terra, nenhum dos hemisférios está inclinado em relação ao Sol, estando incidindo seus raios diretamente sobre a Linha do Equador, iluminando igualmente os dois hemisférios. Essa linha separa os dois lados, o iluminado e o escuro da Terra, os quais atravessam o Polo Sul e o Polo Norte do planeta. Esse fenômeno ocorre em dois momentos do ano, em março (Outono) e em setembro (Primavera).


A primavera marca o início do plantio da soja, do arroz, do feijão, do milho e muitas outras culturas no Brasil.



Comparação entre o Equinócio (imagem maior) e o solstício de verão pro Hemisfério Norte (imagem menor). Ambas imagens foram feitas com o satélite Himawari-8.

Créditos: NWS



O QUE ESPERAR DE UMA PRIMAVERA COM LA NIÑA?

A primavera no Brasil significa o aumento da umidade e do calor pelo interior do país, ou seja, estamos diante do início dos temporais de verão. As frentes frias que avançam sobre o Sul do Brasil, por exemplo, são mais intensas e podem chegar até ao nordeste do Brasil. Uma característica marcante nesta estação é o aumento do calor e da chuva, das horas de sol e do enfraquecimento das massas de ar frio que avançam no Sul do Brasil.

Mas como nem tudo são flores, está primavera será marcada pela La Niña, que nada mais é o resfriamento das águas do oceano Pacífico Equatorial Leste, modificando o padrão de chuva e de temperatura em diversas regiões do planeta.


Na América do Sul, os efeitos da La Ninã é o aumento do frio entre o norte do Chile, Peru e Equador. No Sul do Brasil, incluindo o Uruguai e parte da Argentina, o tempo quente e seco poderá predominar. Um outro fator importante, é a formação dos canais de umidade do Norte para o Centro-Norte e Sudeste do Brasil, resultando na formação de áreas de instabilidades sobre estas Regiões. Há expectativa de que neste ano o fenômeno seja mais curto e menos intenso, mesmo assim pode haver estiagem no Sul com poucas frentes frias. Com isso os produtores devem se prevenir para não ter perdas a exemplo da safra passada quando o Rio Grande do Sul perdeu 40% da soja.


E sobre o Pantanal, Conexão GeoClima?

A primavera e os efeitos da La Niña chegam diante de um cenário de muita seca e queimadas no Pantanal, local onde é conhecido por ser alagado, mas ultimamente está mais árido. De forma bastante irregular, as precipitações devem ocorrer com mais frequência entre o Distrito Federal, parte de Goiás e de Mato Grosso. Há uma enorme expectativa com base nos modelos meteorológicos, pois alguns indicam alto volume de chuva no mês de Outubro entre o Mato Grosso do Sul e principalmente, sobre o Pantanal. Infelizmente, os dois últimos meses do ano são nada animadores, menos chuva e mais calor.


Fonte: Terra, Climatempo, AgroLink, Emparn e Conexão GeoClima.

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