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  • Bianca Leroiz

HUBBLE REGISTRA ESTRELA EXPLODINDO EM SUPERNOVA. VEJA O VÍDEO;

O telescópio espacial Hubble conseguiu registrar um dos fenômenos mais impressionantes do Universo: a explosão de uma supernova. O vídeo de time-lapse feito durante aproximadamente um ano - entre fevereiro de 2018 e 2019 - registrou o evento que mostra a estrela como uma das mais brilhantes até seu rápido desaparecimento.





Supernova são explosões que marcam o fim da vida de uma estrela. O seu brilho é tão intenso que pode aumentar um bilhão de vezes e podendo se tornar tão brilhante quanto uma galáxia. Essa supernova é do tipo Ia, o que significa que veio da explosão de uma anã branca. Se uma anã branca atinge uma massa crítica (1,44 vezes a massa do nosso Sol), seu núcleo fica quente o suficiente para iniciar a fusão do carbono, desencadeando um processo termonuclear que funde grandes quantidades de oxigênio e carbono em questão de segundos. A energia liberada rasga a estrela em uma explosão violenta e emite grandes quantidades de radiação. Essa subcategoria também indica que a explosão ocorreu em um sistema binário de estrelas. Ou seja, a estrela que explodiu tinha uma irmã gêmea.


Como o início da observação se deu após a explosão, não é possível ver o brilho se intensificar, ou seja, podemos acompanhar apenas o decaimento da sua luminosidade. Veja no vídeo:




A supernova conhecida como SN 2018gv, está localizada na galáxia espiral barrada NGC 2525, que fica a 70 milhões de anos-luz de distância na constelação de Puppis no hemisfério sul.


Galáxia NGC 2525, onde ocorreu a explosão. Imagem: ESA/Hubble/Nasa



Adam Riess, do Instituto de Ciências e Telescópios do Espaço (STScI, Space Telescope Science Institute) explica a dimensão do evento:

"Nenhum show de fogos de artifícios consegue competir com essa supernova, capturada em sua glória decadente pelo Telescópio Espacial Hubble."

Devido ao seu brilho intenso, supernovas são extremamente valiosas para medir distâncias cósmicas, com isso, os astrônomos usam esses eventos como uma forma de medir a velocidade com que o universo está se expandindo. E é por isso que Riess e sua equipe estão estudando supernovas Tipo Ia como a SN 2018gv. Nos últimos 30 anos, o Hubble ajudou a melhorar precisão da taxa de expansão do universo.






Fonte: ESA/Hubble, CanalTech

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