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QUANTIDADE "ABSURDA" DE FUMAÇA NA REGIÃO SUL DO BRASIL

A fumaça das queimadas tomam conta do cenário na manhã desta sexta-feira (02) na Região Sul, tendo destaque o norte do Rio Grande do Sul e o Planalto Sul, Litoral Sul e Grande Florianópolis, em Santa Catarina. A enorme densidade da fumaça chamou atenção de diversos seguidores que enviaram suas imagens perguntando se era apenas nevoeiro ou fumaça, mas infelizmente, é fumaça das queimadas no Pantanal.

Muita fumaça entre o norte do RS e sul de SC.

Infelizmente, no decorrer das próximas horas a visibilidade deve continuar "restrita" para os amantes da fotografa ao ar livre, atrapalhando até mesmo nós, amantes da meteorologia que gosta de observar o tempo, principalmente com as mudanças meteorológicas previstas entre hoje e amanhã quando uma nova frente fria irá avançar pelo Sul do Brasil, provocando temporais de forma isolada.

A "mistura" entre a fumaça e as nuvens no Litoral Sul de Santa Catarina, diminui a visibilidade para 5 mil metros no Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna-SC.


A fumaça dessas queimadas é um alerta em especial para nossa saúde, onde medidas preventivas podem ser realizadas, entenda:


A saúde humana é afetada pelas queimadas porque a fumaça proveniente dela contém diversos elementos tóxicos. O mais perigoso é o material particulado, formado por uma mistura de compostos químicos. São partículas de vários tamanhos e as menores (finas ou ultrafinas), ao serem inaladas, percorrem todo o sistema respiratório e conseguem transpor a barreira epitelial (a pele que reveste os órgãos internos), atingindo os alvéolos pulmonares durante as trocas gasosas e chegando até a corrente sanguínea.


Outro composto prejudicial é monóxido de carbono (CO). Quando inalado, ele também atinge o sangue, onde se liga à hemoglobina, o que impede o transporte de oxigênio para células e tecidos do corpo.


"Isso tudo desencadeia um processo inflamatório sistêmico, com efeitos deletérios sobre o coração e o pulmão. Em alguns casos, pode até causar a morte", explica o pneumologista Marcos Abdo Arbex, vice-coordenador da Comissão Científica de Doenças Ambientais e Ocupacionais da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Araraquara (Uniara).

A lista de problemas provocados pela inalação da fumaça de queimadas florestais é grande. Os mais leves, segundo Carvalho, são dor e ardência na garganta, tosse seca, cansaço, falta de ar, dificuldade para respirar, dor de cabeça, rouquidão e lacrimejamento e vermelhidão nos olhos.


"Eles variam de pessoa para pessoa e dependem do tempo de contato com a fumaça", comenta. "No geral, ela afeta mais as vias respiratórias, agravando os quadros de doenças prévias, como rinite, asma, bronquite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Os extremos de idade, ou seja, crianças e idosos, são os que mais sofrem, por serem mais sensíveis", comenta.


Arbex acrescenta que as queimadas não só pioram, como também desencadeiam essas mesmas enfermidades, assim como as cardiovasculares, insuficiência respiratória e pneumonia. "Além disso, provocam quadros de alergia e, quando a exposição é permanente, há o risco de desenvolvimento de câncer", indica o médico.


Por falar em câncer, o estudo "Queima de biomassa na Amazônia causa danos no DNA e morte celular em células pulmonares humanas", de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e publicado em 2017 na revista científica Nature, constatou que a fumaça aumenta a inflamação, o estresse oxidativo e causa danos genéticos nas células do pulmão.


A pesquisa concluiu que "o dano no DNA pode ser tão grave que a célula perde a capacidade de sobreviver e morre ou perde o controle celular e começa a se reproduzir desordenadamente, evoluindo para câncer de pulmão".


Para chegar a este resultado, células do pulmão humano foram expostas a partículas de fumaça coletadas em Porto Velho, uma das cidades mais afetadas pelos incêndios na Amazônia, e analisadas em laboratório.


É importante destacar que não são apenas as pessoas que vivem próximas às áreas onde são comuns os incêndios florestais que sofrem com a fumaça.


Em situação de queimadas mais intensas, como as que o país vive nas últimas semanas, a névoa provocada pelo fogo pode viajar milhares de quilômetros e atingir outras cidades, estados e até países.


Para amenizar os efeitos das queimadas na saúde, alguns cuidados são necessários, como evitar, na medida do possível, a proximidade com incêndios, manter uma boa hidratação, principalmente em crianças menores de 5 anos e idosos maiores de 65 anos, e manter os ambientes da casa e do trabalho fechados, mas umidificados, com o uso de vaporizadores, bacias com água e toalhas molhadas.

Também é indicado usar máscaras ao sair na rua, evitar aglomerações em locais fechados, e optar por uma dieta leve, com a ingestão de verduras, frutas e legumes. Fora isso, em caso de urgência deve-se buscar ajuda médica imediatamente.


FOTOS ENVIADAS PELOS NOSSOS SEGUIDORES

Laguna - SC. Foto: Drieli Silveira
Braço do Norte - SC. Foto: Jardel Joaquim
Paulo Lopes - SC. Foto: Amábily Cardoso
Águas Mornas - SC. Foto: Maria Margarida
Florianópolis - SC. Foto: Rafael Bernardino

Fonte: RealEarth, G1 e Conexão GeoClima

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