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  • Bianca Leroiz

ASTRÔNOMOS OBSERVAM ESTRELA SENDO ENGOLIDA POR BURACO NEGRO

Com telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) em Garching, na Alemanha e outras organizações ao redor do mundo, os astrônomos observaram o momento em que uma estrela é "espaguetificada" ao ser engolida por um buraco negro supermassivo. A pesquisa com a observação foi publicada na segunda-feira (12) na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.





O fenômeno raro, conhecido por evento de perturbação de maré (TDE), é o mais próximo de nós já registrado até hoje, a 215 milhões de anos-luz da Terra e recebeu o nome AT2019qiz, na constelação de Eridanus.


"A ideia de um buraco negro 'engolindo' estrelas próximas parece ficção científica, mas é exatamente o que acontece em um evento de perturbação de marés", diz Matt Nicholl, professor e pesquisador da Universidade de Birmingham, principal autor do estudo.


Confira na animação abaixo os últimos momentos da estrela:



Para estudarem o que acontece quando uma estrela é engolida por um buraco negro, a equipe de pesquisadores apontou os telescópios Very Large Telescope (VLT) e New Technology Telescope (NTT) para uma breve emissão de luz que ocorreu perto de um buraco negro supermassivo. Na teoria, os astrônomos sabem o que deve acontecer. “Quando uma estrela azarada se aproxima demais de um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia, a extrema atração gravitacional exercida pelo buraco negro desfaz a estrela em finas correntes de matéria,” explica Thomas Wevers, autor do estudo e bolsista do ESO em Santiago do Chile, que estava trabalhando no Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, Reino Unido, quando conduziu este trabalho.


Os astrônomos descobriram que quando um buraco negro devora uma estrela, ele pode lançar uma explosão de material que obstrui nossa visão. Neste processo, a energia que o buraco negro libera acaba empurrando os detritos da estrela para fora. Essa descoberta só foi possível porque o evento de perturbação de marés foi descoberto antes de a estrela se romper.


"Como o pegamos cedo, nós pudemos ver a cortina de poeira e detritos se formando conforme o buraco negro lançava um fluxo poderoso de material", diz Kate Alexander, da Northwestern University.





A equipe realizou observações de AT2019qiz ao longo de um período de 6 meses. O brilho da explosão foi aumentando, até que atingiu seu pico e emitiu bilhões de vezes a energia do Sol, e ali, a estrela era engolida pelo buraco negro.


"As observações mostraram que a estrela teve basicamente a mesma massa que o Sol, e que perdeu quase metade disso para o buraco negro, que é um milhão de vezes mais massivo", disse Nichol, professor visitante da Universidade de Edimburgo.


Com esse estudo, os astrônomos conseguirão entender melhor como a matéria se comporta nos ambientes de gravidade extrema.




Fonte: ESO, Syfy, CanalTech

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