Buscar

Estágio do foguete chinês que cairá na Terra é fotografado; veja

Em abril, a China lançou o primeiro módulo de sua futura estação espacial com o foguete Long March 5B. Agora, é esperado que reentre na atmosfera. Entretanto, ainda não foi possível determinar onde e quando isso irá acontecer.


O lançamento levou o módulo Tianhe para a órbita, que irá compor a estação Tiangong-3, a terceira do país. Após posicioná-lo, o estágio do foguete acabou alcançando velocidade orbital e não reentrou na área que havia sido estabelecida para seu retorno. Como não pode mais usar os motores para se deslocar, ele vem interagindo com a atmosfera terrestre e são atraídos para o nosso planeta em uma trajetória muito imprevisível.


Recentemente, a equipe do The Virtual Telescope Project conseguiu fotografar o objeto. A imagem, foi feita com uma exposição de 0,5 segundos de duração. Confira abaixo:


(Imagem: Reprodução/Gianluca Masi/The Virtual Telescope Project)


Grandes partes dos estágios centrais do foguete é projetada para alcançar grades altitudes, sair e descer em segurança em zonas de reentrada definidas previamente, mas nem sempre conseguem alcançar a órbita. Como o componente está se deslocando a quase 30 mil km/h, alguns minutos podem significar uma mudança de milhares de quilômetros no local de reentrada.


Ainda não dá para saber quando e onde ele os estágios que sobrarem da queima da atmosfera irá cair. A maior parte da superfície da Terra é coberta por oceanos, é provável que a reentrada aconteca em uma dessas regiões, e não deve causar riscos para moradores.


A única certeza é que o objeto está em uma órbita inclinada de 41 graus em relação ao equador da Terra, portanto, só pode cair na faixa entre as latitudes 41 dos hemisférios Norte e Sul, que inclui, por exemplo, grande parte da América Latina, sul da Europa e África.


O diretor-geral da Agência Espacial russa Roscosmos, Dmitry Rogozin, compartilhou nas redes sociais a possível zona de impacto do foguete chinês.


Cálculos realizados pela Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), pela empresa de meteorologia Clima ao Vivo e pela comunidade internacional demonstram que a chance da reentrada ocorrer no Brasil é apenas de 1,48%. E durante o período, o foguete faz quatro passagens sobre o Brasil e a chance de ser visto daqui é de 3%.


Fonte: Canaltech, The Virtual Telescope (1, 2), CNN


10,075 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo