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  • Bianca Leroiz

ENTENDA A DIFERENÇA DE COMETA, ASTEROIDE, METEOROIDE, METEORO E METEORITO

Em algum momento da sua vida você já se fez essa pergunta e acabou ficando confuso. Não se preocupe. É muito comum fazer a confusão, pois a classificação desses objetos pode ser mesmo bem complicada, por isso, vamos explicar de maneira bem simples. Qual a diferença entre esses corpos? Confira:


Cometas são corpos celestes de massa pequena e órbitas irregulares. Eles são compostos basicamente por rochas, gelo de água e outros voláteis (como cianeto, amônia e metano). Conforme se aproximam do Sol, esses voláteis acabam se aquecendo e sublimando (quando passa do estado sólido diretamente para o gasoso), ejetando uma grande nuvem de poeira e gases que fica confinada em torno do objeto formando a coma. Conforme se desloca em sua órbita se aproximando Sol, as ejeções se tornam mais violentas e partículas lançadas ao espaço acabam ficando pelo caminho,formando a cauda de detritos do cometa.


Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. (Imagem: ESA)


Asteroides apesar de serem parecidos com cometas, asteroides não possuem órbitas tão excêntricas. Existem várias classificações para os asteróides: os que estão próximos à Terra (NEAs), os presentes no Cinturão Principal, os troianos e os gregos (confinados nos pontos de lagrange de Júpiter), Objetos Centauros, Objetos Transnetunianos, entre outros. Esses corpos celestes pode chegar a ter centenas de quilômetros de diâmetro, bem como podem ter poucos metros. A maior parte dos asteroides estão entre as órbitas de Marte e Júpiter, região denominada de Cinturão de Asteroides.


Cinturão Principal de Asteroides (vista em branco) está localizada entre as órbitas de Marte e Júpiter. Crédito: Wikipédia


Meteoroides são fragmentos de rochas espaciais significativamente menores que os asteroides, porém não tão pequenos a ponto de serem considerados poeira interestelar. Quando esses pequenos corpos entram em contato com a atmosfera da Terra, observamos os meteoros.


Meteoros são corpos celestes que atingem a atmosfera da Terra gerando um rastro luminoso na céu. Apesar de serem conhecidos como "estrelas cadentes", esses objetos são apenas pedaços de rocha que adentram a atmosfera da Terra em velocidades supersônicas e brilham devido à pressão do gás presente na atmosfera. Diferente do que pensa, o brilho dos meteoros não é devido ao atrito do objeto com os gases da atmosfera. O que acontece de fato é que quando um corpo entra a velocidades supersônicas na atmosfera, os gases imediatamente à sua frente acabam sofrendo compressão adiabática, elevando tando a temperatura do gás que o mesmo se torna plasma. É esse efeito que torna esses objetos tão luminosos.

Em 1833, as noites de 10 a 13 de novembro entrou para a história. Essa foi a noite do máximo da chuva de meteoros das Leonídeas, onde milhares de meteoros foram vistos cortando o céu. Eram tantos que esse dia ficou conhecido como "o dia em que as estrelas caíram".



Meteoro em Florianópolis/SC. Foto: Thiago Paes/ BRAMON

Meteoritos ocorrem quando essas rochas espaciais entram na atmosfera terrestre, mas são muito grandes ou densos para se desintegrarem durante a reentrada, atingindo portanto o solo terrestre. Por isso, o termo usado pela maioria das pessoas “Caiu um meteoro” é errado, o correto é meteorito. Ou seja, quando um meteoro passa a tocar o solo Terrestre, é chamado de meteorito.


Meteorito Marília, condrito H4 que caiu em Marília, em 5 de outubro de 1971.

Crédito: Wikipédia.




Crédito da Imagem: Galeria do Meteorito

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