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  • Bianca Leroiz

DETRITOS DA SUPERNOVA DE KEPLER SEGUEM EM ALTA VELOCIDADE APÓS 416 ANOS

Há 416 anos, a luz da supernova SN 1604 (Supernova de Kepler), alcançou a Terra. A supernova até hoje aparece em expansão e após tanto tempo não mostra nenhum sinal de desaceleração. Os astrônomos usaram o Observatório de Raios-X Chandra da NASA para registrar materiais se movendo com velocidade acima de 30 milhões quilômetros por hora no local onde a estrela explodiu, uma velocidade tão alta que chega a ser 25 mil vezes maior do que a velocidade do som na Terra. O remanescente da Supernova de Kepler é o resultado de uma supernova do tipo Ia.


O estudo detectou 15 “nós” formados por detritos do que restou da SN 1604 brilhando em emissões de Raios-X e com uma velocidade média de 16 milhões de quilômetro por hora e a onda da explosão segue expandindo a 24 milhões de quilômetros por hora. Esses resultados confirmam a descoberta dos nós viajando a velocidade altíssima no resto da supernova.



Supernova de Kepler (Imagem: NASA/CXC/Univ of Texas at Arlington/M. Millard et al)


Os pesquisadores identificaram a intensidade das emissões de raios-X em diferentes comprimentos de onda, com dados obtidos em 2016. Logo em seguida, compararam os comprimentos de onda de características do espectro de raios-X com valores de laboratório, e mediram a velocidade de cada nó até o ponto de visão do Chandra. Com as medidas combinadas, a equipe de pesquisadores conseguiu uma estimativa da verdadeira velocidade do nó no espaço tridimensional. Eles também usaram imagens de 2000, 2004, 2006 e 2014 para detectar mudança na posição de cada nó.


A velocidade alta de Kepler são semelhantes às que os pesquisadores observaram em explosão de supernovas em outras galáxias. A explicação para a alta velocidade ainda não é clara e alguns cientistas sugere que o remanescente é de um tipo Ia muito poderoso, o que poderia explicar a altíssima velocidade.


Por hora, esses 15 nós são insuficientes para os cientistas confirmarem se a formação segue se expandindo ou se está se afastando, desse modo, novas observações serão necessárias. Mesmo após 416 anos, ainda não ficou claro do porquê esse material está se movendo tão rápido. Uma explicação pode estar no ambiente em que envolve esses detritos, que pode permitir que alguns se movam para regiões de baixa densidade e não sofram desaceleração.



Uma nova sequência de imagens do Chandra, obtidas ao longo de quase uma década e meia, captura o movimento no remanescente da supernova de Kepler. Os cientistas ainda estão tentando determinar se uma explosão extremamente poderosa ou um ambiente incomun ao redor é responsável por essas altas velocidades muito tempo depois da explosão. Créditos: NASA/ CXC / A. HOBART



Fonte: https://www.nasa.gov/mission_pages/chandra/images/keplers-supernova-remnant-debris-from-stellar-explosion-not-slowed-after-400-years.html


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