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  • Bianca Leroiz

COM A DESCOBERTA DE FOSFINA EM VÊNUS, VEJA ALGUMAS CURIOSIDADES DO PLANETA

Nesta segunda-feira (14) foi um dia de grande importância para a astronomia devido a fosfina encontrada nas atmosfera de Vênus. Por tanto, vamos trazer algumas "curiosidades" sobre o planeta que ganhou destaque na semana.



Fotografia feita pela sonda Mariner 10 em 1974. Crédito: NASA/JPL-Caltech


Vênus é o segundo planeta mais próximo do Sol e orbita a uma distância média de cerca de 108 milhões de quilômetros a cada 224,7 dias e com uma temperatura altíssima chegando a 461 ºC, embora Mércurio esteja mais próximo do Sol, ainda sim, Vênus conta com a maior temperatura devido à sua atmosfera que é composta em sua maior parte por gases do efeito estufa, como o metano e o dióxido de carbono.


Recebeu esse nome em homenagem à deusa romana do amor e da beleza Vénus, equivalente a Afrodite. Depois da Lua, é o objeto mais brilhante do céu noturno, atingindo uma magnitude aparente de -4,6, o suficiente para produzir sombras.


Também é conhecido como Estrela D'alva, devido as pessoas em seu cotidiano observarem que, aparecia uma estrela no período matutino e “outra” estrela quando já se estava anoitecendo. O planeta é considerado um planeta irmão da Terra, isso porque em virtude das similaridades de massa, densidade e volume entre ambos. E estão a apenas 638 quilômetros de diferença em diâmetro entre os dois.


Lua e logo acima Vênus brilhando no Observatório do Paranal do ESO no Chile. Créditos: ESO/Y. Beletsky


A primeira missão à Vênus foi 1961. Chamou-se Venera 1 e era soviética, como a grande parte das missões feitas ao planeta. A última missão foi a Magellan, a qual teve início em maio de 1989 e terminou em agosto de 1990. Com esta, o número de missões era 26, das quais 19 foram soviéticas e 7 norte-americanas.


A principal diferença entre Vênus e os outros planetas que compõe o sistema Solar é a direção da rotação em torno do seu próprio eixo - Vênus rotaciona no sentido oposto ao dos outros planetas, girando de Leste para o Oeste. Assim como Mercúrio, Vênus também não possui satélites naturais.



Estima-se que existam pelo menos 1600 vulcões no planeta, porém devido a espessa camada de nuvens e ao pequeno tamanho, o número de vulcões em Vênus deve crescer com o lançamento de missões com observações de radar com melhor resolução. Esses vulcões possivelmente estão dormentes, mas os pesquisadores estimam que os que se encontram ativos variam entre 800 metros e 240 quilômetros de largura. Essa atividade vulcânica foi a responsável pela formação de longos canais com mais de 5 mil quilômetros de extensão, criados por verdadeiros rios de lava no planeta. No planeta também exitem seis regiões montanhosas sendo que a maior delas, conhecida como “Montes Maxwell”, possui 870 quilômetros de extensão e mais de 11 quilômetros de altitude.


Ilustração de vulcão venusiano (Imagem: ESA/AOES)


Seu brilho singular é causado pela pesada atmosfera, que irradia o calor da luz do Sol na superfície. A pressão atmosférica ao nível do mar é 92 vezes maior que a da Terra. E a sua velocidade orbital é de 35 quilômetros por hora e a excentricidade orbital é quase circular, sendo considerada a menos excêntrica do Sistema Solar.


Em 1610, Galileu Galilei observou uma das características mais curiosas de Vênus: a órbita do planeta se encontra com a órbita da Terra, ou seja, o planeta tem fases como a Lua tem. Então, a fase cheia ocorre enquanto o planeta está no lado oposto ao Sol, e a “nova" ocorre quando Vênus encontra-se entre a Terra e o Sol.



Fases de Vênus. Crédito: Statis Kalyvas


Uma curiosidade interessante é que Pitágoras foi o primeiro a perceber que a estrela mais brilhante no céu no entardecer e no amanhecer eram o mesmo objeto, e Vênus aparece em registros datados de 1.600 a.C., quando sua órbita já era acompanhada pelos antigos babilônios.


Com tudo, continuamos animados com novos estudo do Planeta!


Fonte: Universe Today

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