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  • Bianca Leroiz

COLISÃO DE DOIS BURACOS NEGROS RESULTAM NA FUSÃO MAIS MASSIVA JÁ DESCOBERTA. VEJA;

Nesta quarta-feira (2), foi anunciada a descoberta da onda gravitacional mais intensa já observada pela ciência. Cientistas dos Estados Unidos, da Universidade de Maryland, detectaram o momento em que dois buracos negros se fundiram e formaram um novo de massa intermediária. Uma simulação matemática foi capaz de traduzir as ondas gravitacionais emitidas pela colisão e reproduzir o fenômeno.


Os estudos foram publicados na revista científica Physical Review Letter sobre a ocorrência nas ondas gravitacionais e outro, detalhando as implicações dessa ocorrência, na Astrophysical Journal Letters.



Simulação numérica de dois buracos negros se fundindo. Crédito: N. Fischer, H. Pfeiffer, A. Buonanno (Max Planck Institute for Gravitational Physics)


Os dois buracos negros, que tinham cerca de 85 e 66 massas solares, resultaram na formação de um novo buraco negro de 142 massas solares. Sim, a conta não fechou, e com isso, você já pode ter ideia do quanto a onda gravitacional foi intensa. As 9 massas solares que faltam, se transformaram em pura energia, irradiada na forma das ondas gravitacionais detectadas.


A colisão ocorreu há cerca de 7 bilhões de anos, mas só agora os sinais das ondas chegaram até nós. A onda gravitacional foi detectada em 21 de maio de 2019, e foi chamada de GW190521, através do Laser Gravitational-wave Interferometer Observatory (LIGO) da National Science Foundation, localizados em dois pontos dos Estados Unidos, e pelo VIRGO, um detector localizado na Itália. As ondulações captadas foram emitidas quando os buracos negros se encontraram, se fundiram e foram se “adaptando” para formar um buraco negro de massa intermediária.


Momentos antes de se fundirem em um só, eles se movem até o momento da colisão e dá formação do novo buraco negro. Veja o vídeo;


Simulação numérica de dois buracos negros que se fundem, emitindo ondas gravitacionais. Crédito: N. Fischer, H. Pfeiffer, A. Buonanno (Max Planck Institute for Gravitational Physics), Simulating eXtreme Spacetimes (SXS) Collaboration


Os cientistas já haviam encontrado evidências de que esse tipo poderia existir, mas nada muito concreto como uma observação real, até hoje. Segundo a equipe, a busca por um buraco negro intermediário era feita há anos e estudar a evolução desses buracos negros pode ajudar a encontrar respostas sobre como os buracos supermassivos surgiram.


"Um dos grandes mistérios da astrofísica é como se formam os buracos negros supermassivos", disse em nota Berry Kalogera, um dos autores do estudo.

Os pesquisadores, trabalham na possibilidade de que o evento GW190521 possa ser alguma outra coisa. Mas a fusão de buracos negros é a explicação mais correta. Na ciência, todas as outras possibilidades precisam ser descartadas antes de se tirar uma conclusão.


“Esse acontecimento abre mais perguntas do que dá respostas”, disse Alan Weinstein, membro da LIGO e professor de física no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em nota. “Da perspectiva da descoberta, é uma coisa muito animadora”.

Explicação geral do evento mencionando os possíveis cenários de formação dos buracos negros. Crédito: Mark Myers, ARC Centre of Excellence for Gravitational Wave Discovery (OzGrav)/Swinburne University






Fonte: https://phys.org/news/2020-09-heaviest-black-hole-merger-gravitational.html

https://www.ligo.caltech.edu/news/ligo20200902


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