Buscar

NOTA - CICLONE BOMBA DE NOVO?

O termo CICLONE BOMBA voltou a repercutir neste final de semana após uma empresa de grande porte da área de meteorologia anunciar um "poderoso" ciclone com intensas rajadas de vento entre essa segunda e terça-feira (14 e 15) próximo a costa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Será que é isso tudo mesmo?

Para tranquilizar todos de uma vez, a resposta é não! Não teremos um ciclone bomba ou explosivo como ocorreu no dia 30 de junho, com exceção de alguns detalhes importantes: Os estragos e as mortes não foram causados pelo ciclone, mas por um Derecho que varreu o Estado de Santa Catarina.


O QUE É UM CICLONE EXTRATROPICAL?

Os ciclones extratropicais, como qualquer ciclone, são sistemas onde a pressão do ar no interior é menor que as vizinhanças. No hemisfério sul, os ventos giram no sentido horário, diferente do hemisfério norte que é no sentido anti-horário.


Diferente dos furacões, os ciclones extratropicais possuem o centro frio desde a superfície até os níveis mais altos da atmosfera e se formam a partir da diferença horizontal de temperatura entre massas de ar. Por isso estão sempre associados a um sistema frontal (frente fria, frente quente e frente oclusa).

Os ventos desse tipo de ciclone tem sua intensidade maior nas rajadas, podendo facilmente ultrapassar os 70 km/h. A intensidade desses ventos vai depender da diferença de pressão entre o centro e as vizinhanças, ou seja, o gradiente de pressão.


Ciclones extratropicais sempre se deslocam para sudeste, de forma que no Brasil, Uruguai e Argentina eles vão para o alto mar e não para o continente. A posição onde vão se formar interfere no quanto vamos sentir sua força. Um ciclone formado lá em Mar del Plata na Argentina, por exemplo, vai atingir menos do que um formado na costa gaúcha, considerando que tenham intensidade iguais.


Há ciclones extratropicais que possuem uma queda muito rápida de pressão do ar no centro, sendo mais que 24 hPa (medida de pressão em hectoPascais) ou 1 Bergeron em 24 horas. Chamamos então de Ciclone Bomba. Como a queda de pressão é mais rápida do que o afastamento do sistema pro oceano, as rajadas mais fortes já acontecem próximo ao continente, ultrapassando 120 km/h.

DICA PARA QUEM FOR FAZER VESTIBULAR: De acordo com o professor de geografia Augusto Silva, é extremamente importante que os estudantes se preparem para questões sobre a diferença entre áreas de alta e baixa pressão atmosférica, a circulação geral da atmosfera, o efeito Coriolis (que tem influência na direção dos ventos) e sobre a diferença entre tufão, furacão e ciclone, que em geral é a mesma coisa.


O QUE É ESPERADO ENTRE ESTÁ SEGUNDA E TERÇA-FEIRA?

Um sistema frontal (frente fria) se desloca nesta segunda-feira (14) sobre o Sul do Brasil, mantendo o tempo instável com pancadas isoladas de chuva, mal distribuídas entre os Estados de SC e PR. No período da tarde ainda sobe as temperaturas, podendo chegar aos 32ºC no Planalto Norte, Litoral Norte e Vale de SC e boa parte do PR. É esperado rajadas de vento entre 50 e 80 km/h na faixa costeira do RS, SC e PR, se prologando até a madrugada de terça-feira (15). Conforme alerta da Marinha do Brasil, há o risco de ressaca com ondas de até 4 metros entre Torres-RS e São Francisco do Sul-SC.


NOTA: As páginas e empresas que estão usando o termo "ciclone bomba" para apenas ganhar audiência e lucrar em cima disso, deveriam se colocar no lugar das famílias que perderam seus bens materiais. Se colocar no lugar das 10 famílias que perderam um ente querido. É VERGONHOSO essa postura de criar pânico desnecessário, principalmente agora, diante de uma pandemia. É triste...

Mais Soluções - Corretora de Seguros
Mais Soluções - Corretora de Seguros

Conexão Geoclima © 2013 – 2020.

Todos os direitos reservados.