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NUVENS CUMULONIMBUS E SUAS BIGORNAS. O QUE SÃO?

No decorrer da tarde desta quinta-feira (10), uma pequena área de instabilidade se formou sobre o Planalto Norte de Santa Catarina, dando origem a uma nuvem Cumulonimbus, conhecida mundialmente pela sigla Cb. Por causa do calor e a alta umidade concentrada na região não se descartava a formação de núcleos típicos de verão, mas está Cb chamou a nossa atenção por causa de um detalhe: sua bigorna.

Nas últimas 3 horas, essa área de instabilidade provocou 4,2 mm de chuva em Santa Terezinha-SC e 2,4 mm em Major Vieira-SC, segundo dados das estações meteorológicas da Epagri-Ciram. Enquanto chovia com descargas elétricas e queda de granizo nos dois municípios vizinhos, a bigorna mantinha o tempo fechado entre os municípios de Rio Negrinho-SC, São Bento do Sul-SC, Itaiópolis-SC, Monte Castelo-SC, Corupá-SC, Jaraguá do Sul-SC, Schroeder-SC, Joinville-SC, Campo Alegre-SC, Garuva-SC, Mafra-SC, São Francisco do Sul-SC, Itapoá-SC, Tijucas do Sul-PR, Agudos do Sul-PR, Quitandinha-PR, Guaratuba-PR, Matinhos-PR, Piên-PR e Campo do Tenente-PR.

Para você entender melhor iremos começar falando da formação de uma nuvem Cumulonimbus. Vamos lá?


A nuvem Cumulonimbus é formada a partir de fortes correntes ascendentes de ar quente e úmido e indicam a ocorrência de convecção na atmosfera (como a convecção que se observa numa panela de água fervente, que são as bolhas que se desprendem do fundo da panela). Na parte superior da nuvem, onde as temperaturas ficam abaixo dos -40ºC, há o rápido aumento do número de cristais de gelo. As nuvens do tipo Cb são responsáveis pela geração de relâmpagos e trovões. Quase 100% dos relâmpagos e trovões observados na Terra proveem de nuvens Cb. Elas geram também as frentes de rajadas, que são fortes rajadas de vento próximo à superfície, originadas pela queda de chuva intensa. As Cb são responsáveis também pela formação e queda de granizo.

Para reconhecer uma Cumulonimbus, é simples! Ela tem o topo achatado e lembra uma bigorna de ferreiro ou cogumelo. Isso ocorre porque o ar que sobe encontra uma camada de ar muito estável em seu caminho, chamado de tropopausa, o que não permite que a nuvem cresça além dessa altitude. Assim, as correntes ascendentes encontram um limite, que é exatamente a base da tropopausa. A tropopausa é uma fina camada atmosférica que separa a troposfera da estratosfera. A troposfera vai da superfície até cerca de 10 km de altura, alguns quilômetros a menos em direção aos polos, alguns quilômetros a mais em direção ao equador terrestre.


Como a tropopausa limita a passagem da corrente ascendente para níveis atmosféricos superiores, o ar que está nessa corrente tende a se deslocar lateralmente. É neste momento que forma-se a bigorna da Cb que são nuvens do tipo Cirrus (compostas de cristais de gelo bem pequenos, que praticamente flutuam na atmosfera).

GIF mostra o crescimento da Cb, a bigorna sentido nordeste e as descargas elétricas (pontos em amarelo)

Neste momento observa-se uma grande incidência de descargas elétricas na Cb, conforme registrado pela seguidora Taís Cristina Luchtemberg no município de Rio do Oeste-SC e do seguidor Vilmar Bonetti de Presidente Getúlio-SC.

Fonte: Jovem Explorador


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