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Argentinossauro pode ter sido o maior que já existiu

Um novo titanossauro foi descoberto na Patagônia e os fósseis indicam se tratar de um dinossauro saurópode, um gênero que tem como características pescoços e caudas longas, e pernas em formato de colunas. Espécies famosas que fazem parte desta espécie são o Branquiossauro, Argentinossauro e o Patagotitan - os últimos dois, considerados os maiores dinossauros terrestres já encontrados até então.


Apesar de terem encontrado uma sequência de 20 vértebras caudais mais anteriores, mais 4 posteriores e vários ossos apendiculares, é muito pouco para estimar com tanta exatidão o tamanho deste novo saurópode. Mesmo assim, com base nos fósseis encontrados, estimam que se trata um dinossauro maior que o Argentinossauro e o Patagotitan. Além disso, estima-se que tenha vivido de forma contemporânea aos dois “titãs”, em meados do período Cretácio, cerca de 98 milhões de anos atrás.


Essa descoberta é bem importante porque desde o início acreditava-se que pela estatura destes animais, eles seriam seres aquáticos. Mas com descobertas anatômicas, viram que se tratava de um dinossauro que vivia sobre a terra. E a descoberta de um novo Titanossauro destas proporções podem resolver questões pertinentes de como animais terrestres poderiam chegar a estas proporções de tamanho e peso, além de como eles viviam, seus hábitos e seus lugares na cadeia alimentar. Pois é presumível por meio das evidências que mesmo vivendo no mesmo período, essas diferentes espécies de saurópodes ocupavam um lugares diferentes no ecossistema local.


Em efeito comparativo, o Argentinossauro possuía cerca de 35 metros de comprimento e 69 toneladas. O novo titanossauro ser maior que isso seria algo tremendo!



Tamanho do Argentinossauro em comparação com um humano (Reprodução: Slate Weasel)


Embora haja certo entusiasmo na descoberta de uma nova espécie, usar já os conceitos de maior criatura que já viveu na Terra exige cautela. Isso porque o Patagotitan quando foi descoberto em 2007, também foi considerado aquele que bateria o tamanho do Argentinossauro, sendo o maior que já existiu. Todavia, anos mais tardes com programos de software mais elaborados, viu-se que seu tamanho e peso eram consideravelmente menos que antes se propunha. Isso acontece por não termos nenhum esqueleto completo de nenhum desses animais.



Foto: CTyS-UNLaM Science Outreach Agency


Por isso, seria importante que mais restos fossem encontrados, porém, com a pandemia, o acesso ao local se tornou restrito e se espera que após o fim desta situação global, as escavações retornem. Enquanto isso, embora hajam discussões no meio acadêmico sobre as proporções dos fósseis encontrados, com certeza é bem interessante quanto ainda há para ser descoberto e debatido acerca da anatomia dos animais que viveram há tanto tempo e de como se deu os processos evolutivos que levaram a à vida tal como era, e quem sabe até nos ajude em questões sobre a vida hoje em dia.


Matéria elaborada por Iago Siqueira/Conexão GeoClima


Fonte: Science Direct , Canaltech

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