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ALMA ENCONTRA POSSÍVEL SINAL DE ESTRELA DE NÊUTRONS

Duas equipes de astrônomos encontraram novas informações sobre uma estrela de nêutrons, que estaria escondida no interior da supernova 1987A. Essas observações foram feitas pelo radiotelescópio ALMA e é algo que vinha intrigando astrônomos há 33 anos. A pesquisa foi publicada no periódico The Astrophysical Journal e pode ser acessada aqui https://iopscience.iop.org/article/10.3847/1538-4357/ab93c2.



Imagem em alta resolução capturada pelo ALMA mostra a bolha central e a onda de choque da explosão se chocando com um anel de detritos ao redor da estrela.

Crédito: ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), P. Cigan and R. Indebetouw;

NRAO/AUI/NSF, B. Saxton; NASA/ESA


A Supernova 1987A ocorreu na Nebulosa da Tarântula, na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã a aproximadamente 167 mil anos-luz da Terra. Agora, depois de 33 anos, os astrônomos finalmente conseguiram vê-la, escondida atrás de uma espessa nuvem de poeira. Além da poeira que rodeia o núcleo, possui também uma formação de uma “bolha” quente. Essa bolha é brilhante e está onde a estrela de nêutrons deveria estar.


Essa estrela de nêutrons possui um diâmetro médio de 25 km e é possivelmente a estrela de nêutrons mais jovem já encontrada. Imagina-se que ela tenha apenas 33 anos de idade. A próxima mais nova fica dentro do remanescente de supernova Cassiopeia A , que fica a 11.090 anos-luz de distância e explodiu no século XVII e tem 330 anos de idade.


"Ficamos muito surpresos ao ver essa bolha quente feita por uma espessa nuvem de poeira no restante da supernova" disse Mikako Matsuura, da Universidade de Cardiff. Mas, apesar do avanço, o objeto talvez fosse brilhante demais para uma estrela de nêutrons. Então, uma equipe liderada pelo astrofísico Dany Page, da Universidade Nacional Autônoma do México

entrou em atividade e estudam a SN 1987A desde então.


Dany e sua equipe demonstraram teoricamente que a bolha brilhante pode realmente ser uma estrela de nêutrons. Segundo seus estudos, o brilho é consistente com a emissão térmica de uma estrela de nêutrons muito jovem, ainda muito quente por conta da explosão. “Apesar da complexidade, a detecção de uma nuvem quente de poeira é uma

confirmação de várias previsões”, disse Page.


O calor de cerca de 5 milhões de graus Celsius e a localização da estrela, que se afasta do centro da supernova a uma velocidade de 700 km/s, são algumas delas. A equipe tentou encontrar outros cenários possíveis, como um buraco negro ou um pulsar. Mas, nenhum deles se encaixa. Uma observação direta confirmaria a descoberta, mas infelizmente isso ainda não é possível. Com isso, os astrônomos vão observá-la por décadas para ver

o que emerge da poeira.



Fonte: https://phys.org/news/2020-07-alma-neutron-star-supernova-1987a.html

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