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  • Bianca Leroiz

NASA confirma moléculas de água na superfície da Lua

Nesta segunda-feira (26) a NASA anunciou a detecção de moléculas de água por meio de espectroscopia na Cratera Clavius, uma das maiores crateras visíveis da Terra localizada no hemisfério sul da Lua, usando o Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (SOFIA) que funciona dentro de um avião a uma grande altitude.



Ilustração destaca a Cratera Clavius, junto com o SOFIA da NASA.

Imagem: NASA



Se você está imaginando “poças de água” enormes, você vai se decepcionar. Para se ter uma ideia, o deserto do Saara tem 100 vezes a quantidade de água que o SOFIA detectou no solo lunar. A água foi detectada em uma concentração de 100 a 400 partes por milhão em uma região iluminada dentro da cratera Clavius - equivalente a 330g de água. A água detectada não está na forma de gelo ou líquido. São moléculas encontradas em material da superfície lunar através de sua assinatura espectral. Apesar de ser em pequenas quantidades, essa descoberta pode levantar novas questões sobre como a água chegou até lá e como ela persiste na superfície.


“Tivemos indicações de que H2O - a água familiar que conhecemos - pode estar presente no lado iluminado da Lua”, disse Paul Hertz, diretor da Divisão de Astrofísica do Diretório de Missão Científica na Sede da NASA em Washington. “Agora sabemos que está lá. Esta descoberta desafia nossa compreensão da superfície lunar e levanta questões intrigantes sobre recursos relevantes para a exploração do espaço profundo. ”


Até hoje cientistas só haviam detectado água em estado sólido (gelo) no lado não exposto ao Sol. A origem da molécula de água na lua ainda é desconhecida e levanta algumas possibilidades: uma delas é que foi trazida por impactos de micrometeoritos e a outra é que foi formada pela interação de partículas ejetadas do Sol.



Cratera Clavius.

Imagem: NASA


“Antes das observações do SOFIA, sabíamos que havia algum tipo de hidratação”, disse Casey Honniball, a autora principal que publicou os resultados de seu trabalho de tese de graduação na Universidade do Havaí em Mānoa em Honolulu. “Mas não sabíamos quanto, se é que havia, eram moléculas de água - como bebemos todos os dias - ou algo mais parecido com limpador de ralos.”



Este vídeo da NASA resume a descoberta feita com o SOFIA, adaptado para permitir aos astrônomos estudarem o sistema solar e além dele.



Os resultados da descoberta foram publicados na revista Nature Astronomy.



Fonte: NASA

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