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80 TERREMOTOS EM MENOS DE 24 HORAS NO CHILE

Uma série de abalos sísmicos vêm sendo registrados pelos sismógrafos do Chile nas últimas 24 horas. O que parece ser o início de uma preocupação, pode ser apenas uma sequência de abalos menores em decorrência de um maior que aconteceu durante a madrugada. Ficou curioso? Senta que vamos te explicar direitinho.


O mês de setembro começou bastante agitado no Chile, localizado na América do Sul. O tremor de maior magnitude ocorreu em uma distância de aproximadamente 602 km da capital Santiago no decorrer da madrugada, seguido de vários outros temores de menor intensidade. De acordo com o painel do site United States Geological Survey (USGS) (em português, "Levantamento Geológico dos Estados Unidos"), o tremor de maior intensidade foi de magnitude 7 a 55 km ao norte da cidade de Huasco, na região do Atacama, provocando o corte de energia elétrica e um deslizamento de terra que provocou a queda de alguns veículos, segundo informações do Escritório Nacional de Emergências (Onemi). Há relatos também de danos em casas de alvenaria nos setores da comuna de Copiapó, mas sem feridos. Logo após o intenso abalo sísmicos, uma sequência de tremores segue sendo registrado pelo Centro Nacional de Sismologia da Universidade do Chile. Os tremores tem profundidade, variando entre 10 e 40 km, podendo ser sentido em algumas localidades próximas dos abalos, e ao mesmo tempo gerar tontura e até enjoos em algumas pessoas. Curioso? Entenda um pouco sobre:


De acordo com o médico Márcio Salmito, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, as pessoas podem sentir enjoos e tontura após um tremor de terra. Isso acontece por causa do "labirinto", localizado dentro do osso temporal. Ele funciona como um acelerômetro giroscópio do celular. Aquele dispositivo que vira a foto de lado ao notar um movimento no aparelho.


O médico explica que os olhos também são um sensor humano que, em conflito com as sensações percebidas pelo labirinto, gera o mal-estar. "Se estamos em um trem e olhamos para o lado de fora, vemos a paisagem em movimento. O sensor labirinto funciona diferente. É ele quem nos informa que o trem saiu do lugar mesmo se estivermos de olhos fechado e ouvidos tampados."


Quando acontece um terremoto, é o labirinto quem avisa. O tato e as articulações vão tremer e informar o cérebro. "Se nesse momento a gente sente o tremor, mas vê tudo parado ao redor, ocorre um conflito entre a visão e o labirinto, e a gente passa mal." A sensação é temporária e costuma passar pouco tempo depois.

Imagem: Vertigemetontura.com/Divulgação

O mesmo acontece quando alguém olha o celular enquanto trafega por uma estrada sinuosa. “A visão diz que o celular está parado, mas o labirinto está sentindo o movimento do carro. Há um conflito que gera enjoo e tontura em algumas pessoas.”


O QUE É UM TERREMOTO?

Os terremotos ou abalos sísmicos são classificados como eventos geológicos. Eles são definidos como fenômenos de vibração brusca da superfície da Terra que podem durar segundos ou minutos. Os terremotos ou abalos sísmicos são provocados por movimentos na crosta terrestre, composta por enormes placas de rocha, chamadas de placas tectônicas. Além disso os tremores também podem ser resultantes de atividade vulcânica ou de deslocamentos de gases (principalmente metano) no interior da Terra. O movimento é causado pela liberação rápida de grandes quantidades de energia na forma de ondas sísmicas.


As placas tectônicas se movimentam lenta e sucessivamente sobre uma camada de rocha parcialmente derretida, ocasionando um contínuo processo de pressão e deformação nas grandes massas de rocha. Quando duas placas se chocam ou se raspam, elas geram um acúmulo de pressão que provoca um movimento brusco.

Há três tipos de movimentos: convergente (quando duas se chocam), divergente (quando se movimentam em direções contrárias) e transformante (separa placas que estão se deslocando lateralmente). Os movimentos convergente e divergente das placas provocam alterações no relevo. A cada choque, a placa que apresenta menor viscosidade (mais aquecida) afunda sob a mais viscosa (menos aquecida). A parte que penetra tem o nome de zona de subducção. No oeste da América do Sul, por exemplo, o afundamento da placa de Nazca sob a placa continental originou a cordilheira dos Andes.

A maior parte dos terremotos ocorre nas bordas das placas tectônicas (“tectônica” tem origem na palavra “construção” em grego) ou em falhas entre dois blocos rochosos. As regiões mais sujeitas a terremotos são aquelas próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se formam novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o Cinturão de Fogo. O comprimento de uma falha causada por um terremoto pode variar de centímetros a milhões de quilômetros, como por exemplo, a falha de San Andreas na Califórnia, Estados Unidos.


Nos Estados Unidos, localizado no limite das placas Norte-americana e do Pacífico , ocorrem de 12 mil a 14 mil eventos sísmicos anualmente (ou seja, aproximadamente 35 por dia). Baseado em registros históricos de longo prazo, aproximadamente 18 grandes terremotos (de 7,0 a 7,9 na Escala Richter) e um terremoto gigante (8 ou acima) podem ser esperados num ano.

Simulação de um terremoto na Califórnia


Entre os efeitos dos terremotos estão: vibração do solo, abertura de falhas, deslizamento de terra, tsunamis e mudanças na rotação da Terra. Além disso temos consequências prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções, etc.


A região onde ocorre a liberação de energia sísmica (ondas sísmicas), ou a falha na rocha, é chamada de região focal ou foco sísmico - hipocentro. O ponto diretamente acima do foco, na superfície da Terra, é chamado de epicentro. A zona ao redor do epicentro é normalmente a mais afetada por um abalo sísmico.

Em alguns terremotos, os tremores só podem ser registrados por aparelhos denominados sismógrafos. Outros são abalos tão violentos que devastam extensas regiões.


O maior terremoto já registrado foi o Grande Terremoto do Chile, em 1960, atingindo 9.5 na escala de Richter, em seguida o da Indonésia, em 2004, registrando 9.3 na mesma escala. O que um terremoto provoca na superfície da Terra, tal como, tremor sentido pelas pessoas, rachaduras nas paredes ou no solo, desabamentos de edificações, etc., pode ser medido como sua intensidade, na escala denominada Escala Mercalli. A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do sismólogo Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores.


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Um estudo de geólogos americanos divulgado em Maio de 2008 sugere que terremotos de grandes proporções — como o que devastou a província chinesa de Sichuan, no dia 12 de maio de 2008 — podem provocar tremores secundários até do outro lado do planeta. O indício do fenômeno foi publicado no jornal científico britânico Nature Geoscience, por uma equipe de pesquisadores da Agência de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos (US Geological Survey). Segundo eles, 12 dos últimos 15 grandes terremotos — de magnitude superior a 7 pontos na escala Richter — ocorridos desde 1990 deram origem a ondas sísmicas que provocaram, dias depois, pequenos abalos até em continentes muito distantes do epicentro do tremor original.


O grande terremoto que sacudiu a costa da Sumatra (Indonésia), em 2004, por exemplo, provocou abalos secundários em lugares como o Alasca, a Califórnia e o Equador, segundo os cientistas. Foram tremores menores, entre 3 e 5 graus, mas suficientes para assustar as populações destes locais. Os geólogos não deram uma explicação conclusiva para o fenômeno, apenas apontaram a relação entre tremores a descoberta depois de analisarem registros de mais de 500 sismógrafos espelhados pelo mundo. E, coincidência ou não, a região central da Colômbia foi abalada por um tremor de magnitude 5,5, duas semanas após o grande terremoto chinês, o que pode ajudar a comprovar a teoria.

Veja a lista de tremores que ocorreram até às 16h30 com magnitude maior que 3.5 na escala Ricther:

  1. 00h29 - M 7.0 - Prof de 31.3 km

  2. 00h30 - M 6.1 - Prof de 36.5 km

  3. 01h26 - M 4.4 - Prof de 28.0 km

  4. 01h29 - M 5.4 - Prof de 23.7 km

  5. 02h25 - M 3.9 - Prof de 34.9 km

  6. 02h28 - M 4.7 - Prof de 32.1 km

  7. 03h01 - M 5.6 - Prof de 30.1 km

  8. 06h31 - M 5.4 - Prof de 25.1 km

  9. 07h29 - M 3.9 - Prof de 23.3 km


Fonte: UOL, Secretária da Educação do Paraná,

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