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  • Bianca Leroiz

Entenda a diferença de astros luminosos e iluminados

Quando olhamos o céu noturno vemos o brilho das estrelas, algumas mais brilhantes do que outras, da Lua, e eventualmente, de alguns planetas vizinhos. Já durante o dia, somos iluminados pela nossa estrela mãe — o Sol. Entretanto, nem tudo que brilha no céu significa que gera luz própria.


Ao observar as estrelas como pequenos pontos brilhantes em meio à escuridão, estamos vendo o resultado prático de processos físicos que produzem a luz vista aqui na Terra. Ou seja, as estrelas são astros astros luminosos, que geram a própria luz, diferente da Lua, que é um astro iluminado, ou seja, ela não gera a própria luz ela apenas reflete a luz solar.


Vênus, Júpiter e Saturno também são astros iluminados, quando observamos eles no céu noturno, estamos vemos na verdade a luz solar refletida nesses planetas, que não geram a própria luz como as estrelas.



A estrela mais próxima de nós - O sol. (Imagem: Reprodução/ESA)



Para ser considerado um astro luminoso, ele precisa gerar e emitir a própria luz. As estrelas, como o nosso Sol, são astros luminosos, já que realizam o processo de fusão nuclear, o que requer muita energia para acontecer, e libera muito mais energia do que consome. Já no caso do Sol, a luz que recebemos vem da conversão do hidrogênio em hélio no processo de fusão nuclear.


O Sol é uma anã amarela, mas, apesar do nome, não é uma estrela pequena, e nem é amarela — a nossa estrela leva essa cor em sua categoria pois a cor amarela está relacionada à temperatura superficial da estrela.


À medida que os objetos ficam mais quentes, eles irradiam energia dominada por comprimentos de onda mais curtos, mudando de cor diante de nossos olhos. Uma chama em um maçarico muda de avermelhada para azulada conforme é ajustada para queimar mais quente. Da mesma forma, a cor das estrelas informa aos cientistas sobre sua temperatura.


Nosso Sol produz mais luz amarela do que qualquer outra cor porque sua temperatura de superfície é de 5.500 ° C. Se a superfície do Sol fosse mais fria - digamos 3.000 ° C - ela pareceria avermelhada, como a estrela Betelgeuse. Se o Sol fosse mais quente - digamos, 12.000 ° C - pareceria azul, como a estrela Rigel.


Em 1665 Isaac Newton mostrou em um experimento que um prisma curva a luz visível e que cada cor refrata em um ângulo ligeiramente diferente, dependendo do comprimento de onda da cor.


Agora um exemplo de astro iluminado é o nosso satélite natural — a Lua. Ela brilha no céu noturno, sendo o objeto mais brilhante que vemos a olho nu, mas esse brilho é apenas a superfície lunar refletindo a luz solar que está "batendo" em sua face voltada para a Terra.



Nosso satélite natural - A Lua. (Imagem: Reprodução/Roscosmos)



Fonte: Space.com, Astrofarm, CSIRO, Canaltech, NASA

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