Buscar
  • Bianca Leroiz

Satélites Starlink agora são invisíveis a olho nu

Quando os primeiros satélites starlink da SpaceX foram lançados a comunidade científica expressou preocupações, prevendo que as observações astronômicas seriam afetadas pelo brilho das unidades que compõe a constelação de satélites. Alguns meses depois, Elon Musk, providenciou uma solução que parecia o suficiente para trazer um pouco de tranquilidade para os cientistas, mas um novo estudo independente mostra que ainda há muito trabalho a ser feito.



O problema era tão complexo que os satélites eram visto a olho nu atrapalhando pesquisas científicas. Inicialmente, a SpaceX tentou resolver o problema com um revestimento que tornou os satélites menos brilhantes, e os chamou de DarkSat. Logo depois, a empresa adicionou um visor nas unidades seguintes de modo que o reflexo da luz solar na Terra diminuísse drasticamente e foi chamada de VisorSat.



(Imagem: Reprodução/SpaceX)


Em Dezembro, observações com o telescópio Murikabushi do Observatório Astronômico Ishigakijima, no Japão, confirmam que o revestimento escuro aplicado nos satélites eram capazes de reduzir o brilho dos Starlink. Um novo estudo mostra que os VisorSat possuem 31% do brilho dos satélites anteriores, tornando-os praticamente invisíveis a olho nu. Somente os telescópios podem ser prejudicados pela constelação artificial da SpaceX. Ou seja, pelo menos uma das preocupações foi aparentemente resolvida.


O que resta agora é tentar resolver o problema científico. Até mesmo o Hubble pode ter suas observações prejudicadas caso um satélite Starlink passe perto de seus ângulos de visão. Como telescópios costumam capturar imagens acompanhando o movimento aparente de objetos, os satélites podem deixar uma rastro brilhante, prejudicando todo o trabalho dos astrônomos.



Satélite Starlink atravessa o campo de visão do telescópio Hubble (Imagem: Reprodução/NASA/HUBBLE/Simon Porter)


Apesar da melhoria que os visores trouxe os satélites ainda estão cerca de 2,5 vezes mais brilhantes do que a própria SpaceX gostaria e provavelmente deverá pensar em outras soluções para diminuir o brilho ainda mais nas próximos lançamentos de satélites Starlink. Segundo a empresa de Musk, o objetivo é fazer com que os satélites tenham pelo menos magnitude 7 (quanto maior o número, menos brilhante ele é).


Mas a SpaceX não é a única empresa que vem "atrapalhando" o trabalho dos astrônomos. Projetos da Amazon e OneWeb tem projetos semelhantes e podem apresentar problemas semelhantes, com satélites igualmente brilhantes.



Satélites Starlink atrapalham fotografia de um cometa (Imagem: Reprodução/Daniel Lopez)



A SpaceX ainda não compartilhou os dados de sua própria pesquisa sobre o brilho dos VisorSat. O estudo independente foi publicado no repositório ArXiv e ainda não foi revisado por pares.



Fonte: Canaltech, Business Insider


648 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo