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  • Bianca Leroiz

Marte, um planeta vivo? Entenda;

Desde 1960 e 1970, os cientistas viam Marte como um "planeta morto". A medida que as primeiras imagens próximas da órbita e superfície foram surgindo, especulações anteriores sobre canais, água e uma civilização marciana foram descartadas. Estudos subsequentes também revelaram que as atividades geológicas que criaram relevos como o platô Tharsis, especialmente o monte Olimpo, e os vales Marineris haviam cessado a muito tempo atrás.




Entretanto, nas últimas décadas, missões robóticas encontraram amplas evidências de que Marte ainda é um local ativo. Uma recente amostra foi a imagem tirada pela Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que revelou deslizamentos de terra relativamente novos numa cratera perto da Fossa Nili. Essa área é parte da região Syrtis Maior e está localizada ao norte da cratera Jezero (onde a Perseverance rover irá pousar daqui a 6 semanas!).



Deslizamentos de terra em uma cratera perto de Nili Fossae em Marte Crédito: NASA / UofA HiRiseteam / MRO


O deslizamento foi capturado dentro de uma imagem ampla registrada pela câmera acoplada no MRO no dia 21 de Setembro de 2018 (Imagem acima). Ela cobre uma área que mede cerca de 5 km e foi tirada enquanto o MRO estava 284 km acima da superfície. Pelas indicações, parece ter sido resultado de materias na parede da cratera que se tornaram instáveis.


Independente se o planeta já foi capaz de desenvolver vida em algum momento ou não, é claro que o planeta está bem vivo. Suas características geológicas são provas que forças passadas e presentes a moldaram. Entender essas forças e como elas agem na paisagem, são essenciais para nosso trabalho de cartografar a natureza marciana, e quem sabe até permita que possamos viver lá um dia.



Matéria elaborada por Iago Siqueira da Silva/Conexão GeoClima.


Fonte: Universe Today

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