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  • Bianca Leroiz

Em teoria, buracos negros podem ser ainda mais massivos do que se imaginava

Em nosso universo, existem vários buracos negros supermassivos. O que existe no centro da nossa via láctea, possui uma massa de 4 milhões de sóis, mas ele é considerado um buraco negro pequeno comparado ao que existem no universo. Para se ter uma ideia, o buraco negro com mais massa conhecida possui o equivalente a 70 bilhões de sóis. Mas quão massivo pode ser um buraco negro?




Para um buraco negro se tornar realmente massivo, precisa consumir uma boa quantidade de matéria no início de sua vida. Se ele consumir matéria devagar demais, as galáxias ao redor irão se afastar, pois o universo se expandindo faz com que os objetos acabem, de modo geral, se afastando uma das outras, então não vai existir muita matéria que será capturada pelo buraco negro. E quando um buraco negro consome uma grande quantidade de matéria muito rápido, a matéria acaba ficando muito quente e tenderá a afastar outras matérias, o que torna mais difícil o crescimento do buraco negro.


Baseado nas observações dos maiores buracos negros e simulações de computador sobre como buracos negros se formam, é estimado o limite de massa para buracos negros galácticos é de cerca de 100 bilhões de massas solares. Buracos negros galácticos são buracos negros que existem no centro de galáxias, como a Sagitário A*, que fica no centro da via láctea. Mas novas pesquisas sugerem que o limite de massa pode ser muito maior.

O estudo mostra que enquanto buracos negros galácticos provavelmente possuem um limite de 100 bilhões de massas solares, buracos negros maiores poderiam ter se formado de forma independente durante os momentos iniciais do universo. Esses buracos negros primordiais poderiam ter massa milhões de vezes maiores que o maior buraco negro galáctico. A equipe de pesquisa os chama de Buracos Negros Incrívelmente Grandes ou SLABs, sigla do nome em inglês.


A ideia de buracos negros primordiais existem já há um bom tempo. Eles foram propostos como uma solução para tudo, desde matéria negra até o motivo de nós ainda não termos encontrado o nono planeta hipotético do nosso sistema solar. Mas modelos teóricos sugeriam que esses buracos negros seriam muito menores que os buracos negros de massa estelar, formados de pequenas flutuações de densidade no início do universo. Mas esse novo estudo sugere que a matéria escura e outros fatores poderiam fazer com que alguns deles se tornassem incrivelmente grandes.


Se no início, o universo era rico em matéria escura, particularmente uma forma de matéria escura conhecida como Partículas de Interações Massivas Fracas (WIMPs), então um buraco negro primordial poderia consumir matéria escura para crescer rapidamente. Desde que a matéria escura não interaja intensamente com a luz, a matéria escura capturada não emitiria tanta luz ou calor para amenizar a taxa de crescimento. Como resultado, esses buracos negros poderiam estar enormes, mesmo antes do universo esfriar e formarem as galáxias. O limite de massa dos SLABs dependeria de como as matérias escuras WIMP interagem consigo mesma, então se nós descobríssemos quaisquer Buracos Negros Incrivelmente Grandes (SLABs), isso nos permitira entender a matéria escura.


Nós ainda não observamos nenhum SLABs. Eles podem estar escondidos nos corações de galáxias distantes, mas também podem estar espreitando no vasto vácuo entre aglomerados de galáxias. Ou podem nem existir. Mas vale a pena procurar por eles, porque encontrar um seria uma descoberta incrível.


Matéria elaborada por Iago Siqueira/Conexão GeoClima.



Fonte: Universe Today

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