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Eclipses, Chuvas de Meteoros e Superluas marcam o calendário de 2021

Atualizado: Jan 4

O ano de 2020 nos proporcionou eventos astronômicos pra lá de empolgantes! Chuvas de meteoros, conjunção de Júpiter e Saturno que não acontecia desde a Idade Média, incríveis superluas, cometas e muitos outros eventos que marcaram o ano. Mas, 2021 não vai ficar para trás, teremos vários eventos que darão um verdadeiro espetáculo no céu, e é sobre isso que vamos falar nesta matéria.


Além do ano começar com a chuva de meteoro Quadrantídeos, teremos três Superluas, quatro eclipses sendo dois visíveis na América Latina e várias conjunções de planetas.


CHUVAS DE METEOROS


As chuvas de meteoros são eventos comuns. Esse evento é o resultado da interação entre um planeta, como a Terra, e o rastro de detritos deixados para trás. Ao entrar em nossa atmosfera, eles criam o fenômeno que chamamos de estrelas cadentes.


A primeira chuva de meteoro do ano ocorre hoje (03) e leva o nome da constelação Quadrans Muralis, e para observar os Quadrantídeos, olhe para o norte, na direção da estrela Arcturus, no final da madrugada. Essa chuva é capaz de produzir bolas de fogo brilhantes no céu. Eles são conhecidos por produzir de 50 a 100 meteoros por hora.


Agora, confira as datas das próximas chuvas:


22-23/04 - Líridas

6-7/05 - Eta Aquarídeos

28-29/07 - Aquarídeos delta

12-13/08 - Perseidas

07/10 - Draconídeos

21-22/10 - Orionidas

4-5/11 - Taurídeos do Sul

17-18/11 - Leônidas

13-14/12 - Geminideas

21-22/12 - Ursidas


SUPERLUAS


Para os admiradores da Lua, teremos três belíssimas superluas. Esse fenômeno acontece quando nosso astro, a Lua, se encontra ao mesmo tempo na fase cheia e no ângulo mais próximo possível da Terra, chamado de perigeu. A órbita da Lua na Terra não é uma circunferência, mas um pouco mais achatada, então ela passa por pontos mais distantes e pontos mais próximos em sua rota.


No dia 08 de Abril teremos a Superlua Rosa, nome dado por causa de uma flor silvestre chamada flox (Phlox subulata), típica do leste dos EUA e que brota no início da primavera do hemisfério norte. Vale lembrar, que a Lua não estará rosa, mesmo assim, o fenômeno promete ser imperdível, já que estará no seu ponto mis próximo da Terra.


Já no dia 25 de Maio teremos a Superlua de Flores, nome dado devido às várias flores que desabrocham no hemisfério norte nesta época do ano.


E para finalizar as Superluas, no dia 24 de Junho, iremos apreciar a Superlua de Morango, o nome dado pelos nativos norte-americanos, "Strawberry Moon", que significa Lua de Morango. Nesse período, a lua recebe um tom avermelhado.


ECLIPSES


Como já dito, teremos quatro eclipses no ano de 2021, porém, somente dois será visíveis parcialmente na América Latina.


O eclipse solar acontece quando a Lua se coloca exatamente entre o Sol e a Terra, formando uma sombra que incide sobre uma região do planeta. O fenômeno “anular” se dá

quando a Lua não consegue cobrir totalmente a luz do Sol, formando um anel de luz em seu

entorno. Já o lunar acontecem quando a Lua é coberta total ou parcialmente pela sombra da Terra.


26 de Maio ocorre um eclipse lunar total quando a Lua vai passar pela sombra (umbra) do planeta. O eclipse poderá ser totalmente apreciado em países do Pacífico e Leste Asiático, Austrália e oeste da América do Norte. Já México, Chile e Argentina, a visão será parcial.


10 de junho, eclipse anular do Sol que ocorre quando a Lua ficar entre a Terra e o Sol. O resultado será um anel de luz solar. No entanto, o eclipse será parcial, e não total. O espetáculo será visível no Canadá, Rússia e no Oceano Ártico. E parcialmente no nordeste dos EUA e na Europa.


19 de novembro, eclipse lunar parcial Eclipses como este ocorrem quando a Lua passa parcialmente pela sombra da Terra (penumbra) e apenas parte do satélite passa pela sombra mais escura (umbra). O show será visível no México, América Central e na parte mais noroeste da América do Sul, em certas partes da Colômbia, Equador e Peru. Também nos EUA, Canadá e leste da Rússia.


4 de dezembro, eclipse total do Sol, o evento ocorre quando a Lua bloqueia totalmente a luz do Sol. Será um eclipse visível apenas em algumas áreas remotas, entre outras, da Antártica, a Atlântico Sul e parte do extremo sul da África.


CONJUNÇÃO DE PLANETAS


Esse evento sempre nos proporciona um verdadeiro espetáculo no céu! Na conjunção, os corpos celestes parecem estar muito próximos quando observamos da Terra. A impressão é apenas na nossa visualização, na verdade, estão há quilômetros de distância entre eles. Entretanto, nesse ano teremos uma conjunção quádrupla: Mercúrio, Júpiter e Saturno, enquanto a lua crescente será o quarto elemento no céu. O evento acontece nos dias 09 e 10 de março.


Já no dia 12 de Julho teremos a conjunção entre Marte e Vênus, e dia 18 de Agosto Marte e Mercúrio.


OPOSIÇÃO DE PLANETAS


O termo "oposição" na astronomia significa que dois astros estão em pontos opostos quando olhamos da Terra. Ou seja, é formado uma linha de 180° em que uma ponta está o Sol, no centro, a Terra e na outra ponta um outro astro.


Alinhados, a distância entre o Sol, a Terra e o terceiro astro é a menor possível. Isto facilita a observação do astro no céu. Neste ano quatro planetas ficarão em oposição: Netuno, Saturno, Júpiter e Urano.


2/8 - Oposição em Saturno 19/8 - Oposição em Júpiter 14/9 - Oposição em Netuno 5/11- Oposição em Urano


EXPLORAÇÃO ESPACIAL


Esse ano marcará o lançamento e conclusão de algumas missões em órbita. Se tudo sair conforme planejado, essas são as datas programadas:


18/2 - A sonda Perseverance da Nasa chega à cratera de Jazero em Marte.

22/7 - Lançamento da missão DART da Nasa para desviar os asteróides Didymos e

Dimorphos.

16/10 - Lançamento "Lucy" da Nasa para explorar vários asteróides de Tróia na órbita de

Júpiter.

31/10 - Lançamento do telescópio “James Webb”que substituirá “Hubble” como o mais

avançado observatório espacial.


Ainda sem data definida, em fevereiro a sonda chinesa Tianwen-1 chega à região de Utopia Planitia em Marte.


Imagens de capa:


Eclipse: Matt Anderson Photography/Getty

Lua: Bianca Leroiz/Conexão GeoClima

Chuva de meteoros: Olya Beli Art/Shutterstock



Fonte: CNN Brasil, Earth Sky




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