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  • Bianca Leroiz

A maior tempestade solar dos últimos séculos

Atualizado: Jan 13

O sol é nossa fonte de luz e calor, e portanto vida. Em sua superfície, ocorrem umas séries de atividades iniciadas por mecanismos que os cientistas ainda estão tentando entender. O que sabemos até agora é que as linhas de campos magnéticos, às vezes, cruzam entre si, causando uma turbulência na superfície e isso pode resultar em intensas tempestades de energia e partículas perigosas para nós humanos.


No ano de 774 uma explosão extremamente poderosa veio do espaço e atingiu a Terra numa mistura de luz, energia e partículas subatômicas extremamente aceleradas. O impacto foi tão grande em nosso planeta que mudou nossa química atmosférica o suficiente para ser medida séculos depois.




Foi descoberto pela primeira vez através de análises no gelo e nos anéis das árvores, os cientistas encontraram isótopos incomuns de carbono, berílio e cloro, em níveis bastante elevados. Os isótopos são variantes de elementos químicos que apresentam um número de nêutrons, e podem fornecer muitas informações sobre o ambiente. No caso dos elementos encontrados nos gelos e nas árvores antigas, os isótopos informaram sobre a atmosfera de uma época correspondente a 1247 anos atrás.



Ao lado direito, o Sol no final de 2019 em sua atividade mínima. No lado esquerdo mostra no máximo solar, conforme detectado em abril de 2014, durante a metade do Ciclo Solar 24 (Imagem: Reprodução/NASA/SDO)



Ao encontrar esses indício, os cientistas concluíram que alguma coisa muito poderosa atingiu a Terra. O que todos esses isótopos têm em comum o fato de que só podem ser criados através de partículas subatômicas de energia extremamente alta atingindo o ar e a superfície da Terra, e a única maneira de isso acontecer é a partir espaço — mais precisamente de explosões geradas pelos campos magnéticos das estrelas. E como já sabemos, temos apenas uma estrela perto de nosso planeta, portanto, a responsável foi uma tempestade solar.


Quando é falado da necessidade de nos proteger dessas tempestades costuma-se citar eventos recentes como o de 1956, considerada a maior da nossa era, ou a de 1989, que explodiu os transformadores em Quebec e causou uma queda de energia que durou horas. Mas essa explosão de 774 foi 100 vezes mais forte do que o de 1989, foi equivalente a cerca de 100 bilhões de bombas de um megaton explodindo.


Mas será que o Sol pode repetir uma explosão quanto aquela de séculos atrás? Bom, isso é difícil dizer. Os astrônomos ainda estão tentando prever as manchas solares, então há um longo caminho a percorrer até que se possa compreender todos os mecanismos que levam a essas explosões aparentemente repentinas.


Em 2012 o Sol teve uma ejeção de massa coronal, mas felizmente enviada a outra direção, longe da Terra. Se tivesse nos atingido, seria pior que o evento de 1989.


Nosso Sol entrou em um novo ciclo solar. Cada ciclo tem duração aproximada de 11 anos, e este início do Ciclo 25 começa com pouca atividade. Quando existem as manchas solares sabemos que o Sol está passando por um máximo solar, o que deverá ocorrer por volta de 2025. Contudo, os cientistas têm dito que não deve haver muitos problemas durante o Ciclo 25 pois a atividade solar será semelhante à do ciclo anterior. Vale ressaltar que nem toda as manchas vem junto de uma erupção solar, mas, quanto maiores e mais numerosas, mais chances há de algo mais intenso acabar acontecendo na superfície da nossa estrela.



Fonte: Bad Astronomy, Canaltech

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