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  • Bianca Leroiz

Hayabusa2: Sonda japonesa traz à Terra amostras do asteroide Ryugu

Após seis anos de jornada, a sonda Hayabusa2 voltou com sucesso à Terra neste sábado (5), com a cápsula cheia de amostras do asteroide Ryugu, em Woomera, na Austrália. A agência espacial JAXA usou o Twitter para confirmar quando a cápsula entrou por lá.


A Hayabusa2 agora se tornou a segunda a ter sucesso na missão de trazer amostras de uma asteroide à Terra em toda a história da exploração espacial — a primeira foi a Hayabusa, que chegou ao asteroide Itokawa em 2005, trazendo amostras do objeto para nosso planeta anos depois. Lembrando que a missão europeia Rosetta trouxe amostras do cometa 67P em 2016. E a NASA, está prestes a entrar na lista de agências espaciais que já coletaram amostras de objetos pelo Sistema Solar, quando a sonda OSIRIS-Rex voltar à Terra com amostras do asteroide Bennu, com previsão de chegada em 2023.



Os cientistas acreditam que asteroides são “sobra” de material usado na formação do Sistema Solar. Com isso, os cientistas espera ter em mãos um material valioso para uma melhor compreensão sobre a formação do Sistema Solar


"Os materiais que formaram a Terra, seus oceanos e a vida estavam presentes na nuvem primordial a partir da qual nosso Sistema Solar se formou. No início do Sistema Solar, esses materiais estavam em contato e eram capazes de interagir quimicamente dentro dos mesmos objetos originais. Essas interações são mantidas até hoje em corpos primitivos (asteroides do tipo C); portanto, retornar amostras desses corpos para análise elucidará as origens e evolução do Sistema Solar e os blocos de construção da vida", explica a JAXA.



Um membro da equipe carrega a cápsula com amostras do asteroide. (Imagem: JAXA)



Hayabusa2 chegou à órbita de Ryugu em 2018, e implantou várias mini-sondas na superfície do asteroide. A nave principal, que estava em órbita, desceu à superfície algumas vezes para pegar as amostras. Em fevereiro de 2019, na primeira descida, ela apenas coletou material que já estava disponível na superfície. Na segunda, em abril do mesmo ano, ela disparou um projétil de 2,5 kg no solo do objeto, abrindo uma cratera de 10 metros de largura.E então, em julho a sonda conseguiu coletar outro tipo de amostra, que estava bem abaixo da superfície. Em 2019, a Hayabusa2 iniciou sua viagem de volta pra casa.


A sonda armazenou os dois tipos de amostras coletadas em compartimentos diferentes, para que não fosse misturado, para serem analisados separadamente aqui na Terra. Assim, os cientistas poderão compartilhar os materiais para verificar a influência da radiação espacial nesses objetos tão antigos.


A cápsula estava protegida com um escudo térmico, que se transformou em uma bola de fogo durante a reentrada na atmosfera, chegando aos 3.000ºC. Quando estava a 10 quilômetros do solo, um paraquedas se abriu para se preparar para o pouso.


O trabalho da sonda não se encerra por aqui. Agora, ela parte para uma missão mais longa, rumo ao asteroide (98943) 2001 CC21 devendo chegar lá em 2026. Mas a missão vai mais longe ainda: em 2031 eloa chegará ao asteroide 1998 KY26. A agência quer aproveitar a vida útil da sonda para estudar o maior número de objetos com um único lançamento.


Fonte: Phys.org, Space.com, BBC, Canaltech


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