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  • Bianca Leroiz

Chang'e-5 pousa na Lua e se prepara para a coleta de amostras

A sonda chinesa Chang’e-5 executou com sucesso o pouso na superfície lunar nesta terça-feira (1). O pouso iniciou as 11h58 ( horário de Brasília) e chegou ao solo no local planejado, no Oceanus Procellarum, 15 minutos depois.



A maior parte da região escura é Oceanus Procellarum. (Imagem: NASA (mosaic of images by Lunar Reconnaissance Orbiter)



Não houve uma transmissão ao vivo do pouso como muitos esperaram. Entretanto, as primeiras imagens do pouso foram exibidas pela emissora Televisão Central da China (CCTV).



Com a missão chinesa, a humanidade fará sua primeira tentativa de trazer amostras da Lua, desde quando os programas lunares dos EUA e da União Soviética foram encerrados, na década de 1970. A Chang’e-5 tem como missão trazer ao menos 2 kg de material da lua, para que seja realizada a datação radiométrica para saber a idade das amostras. Os cientistas acreditam que o local selecionado teoricamente contém rochas mais jovens, e é exatamente isso que os chineses devem comprovar.



A falta de crateras no Oceanus Procellarum sugere que ela contém rochas basálticas criadas por vulcanismo que sejam bilhões de anos mais jovens do que as amostras coletadas pelas missões Luna e Apollo


“Com os novos dados de idade, podemos calibrar o método de contagem de crateras, tornando mais preciso para eventos jovens”, disse o Dr. Lin Yangting, da Academia Chinesa de Ciências.


O módulo carregou consigo alguns equipamentos de ciência, imagem e amostragem junto com o pequeno veículo de ascensão projetado para elevar as amostras de volta à órbita lunar. Para realizar a coleta, o módulo de pouso usará um braço robótico para perfurar o solo e capturar as pedras, armazenando-as em um recipiente.


Na superfície, o módulo de pouso tem 48 horas para realizar suas atividades científicas e de amostragem e preparar o veículo de subida para a decolagem. Assim que essa etapa for concluída, o braço vai transferir o recipiente para o módulo de subida, que está em cima do módulo de pouso, e então, decolar rumo à órbita lunar.


Quando chegar perto do nosso planeta, o material coletado será transferido para uma outra espaçonave, uma cápsula de reentrada e projetada para sobreviver aos efeitos da atmosfera terrestre.


O pouso pode ser entre 16 ou 17 de dezembro, na Mongólia e as amostras serão então, transferidas para instalações especialmente construídas em Pequim e Hunan para analisar e armazenar o material lunar.




Fonte: Space.com, Space News, Canaltech, CGTN

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