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As maiores descobertas da Astronomia em 2020

O ano de 2020 foi empolgante para a astronomia contando com eventos raros e descobertas espaciais muito valiosas, além do aniversário de 30 anos do Telescópio Espacial Hubble. Por isso, nesta matéria, vamos relembrar as maiores descobertas da astronomia de 2020 e algumas das incríveis imagens tirada pelo Hubble.


A formação mais antiga já encontrada


Cientistas descobriram que a formação mais antiga já encontrada na Terra data de 7 bilhões de anos atrás. Ou seja: o material é mais antigo do que o próprio Sistema Solar. Estamos falando de uma rocha que caiu na Austrália em 1969 e que, ao ser analisada neste ano, mostrou conter poeira estelar formada 3 bilhões de anos antes do Sol.


Segundo os especialistas, a poeira estelar antiga foi jogada ao universo por estrelas no final de suas vidas. A poeira pegou carona em um asteroide que passou no caminho da Terra e deixou o meteorito de Murchison, uma rocha de 100 kg.



O meteorito de Murchison caiu na Austrália em setembro de 1969 com a poeira estelar mais antiga já vista na Terra (Imagem: Divulgação)


Mistério de Betelgeuse solucionado


A variação do brilho da estrela Betelgeuse foi um dos grandes mistérios solucionados em 2020. No final do ano passado, seu brilho diminuiu drasticamente, e muitos pensaram que talvez a estrela, estivesse no processo de explodir como uma supernova. Entretanto, o seu brilho voltou ao normal em Agosto desde ano os cientistas trouxeram a resposta: a estrela teve um "soluço", no qual disparou um jato superquente de plasma, que se resfriou ao se espalhar, formando uma nuvem de poeira ao redor da estrela, o que explica a variação no seu brilho.


Também foi descoberto que a estrela está mais próxima do que se pensava e que ela é menor. Os estudos apontaram que Betelgeuse se estende apenas a dois terços que a órbita de Júpiter, com um raio de 750 vezes o raio do Sol e que está a apenas 530 anos-luz de nós, ou seja, 25% mais perto do que se pensava.


Fosfina na atmosfera de Vênus


O mundo foi surpreendido com a descoberta de Fosfina na atmosfera de Vênus, pelo fato de ser uma possível bioassinatura, ou seja, produzida por seres vivos. Essa descoberta deixou a comunidade científica em agitação. Alguns defendia o resultado de que pode haver vida em Vênus e outros defendem que o que foi observado pode apenas se tratar de ruídos nas observações.


Enfim, foram feitas novas análises dos dados do estudo, e então, a nova conclusão dos cientistas é que existe, sim, fosfina em Vênus, mas numa quantidade muito menor do que a anunciada inicialmente.



(Imagem: Reprodução/ESO/M. Kornmesser/L. Calçada/NASA JPL/Caltech)


Ceres é geologicamente ativo


Em 2015, o planeta anão Ceres foi estudo pela missão Dawn, e seus dados seguem sendo analisados. Entretanto, neste ano, cientistas concluíram que ele pode ter reservatórios de água sob sua superfície, e que ainda é geologicamente ativo, e isso foi uma surpresa.


Ceres fica entre o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e tem quase mil quilômetros de diâmetro, sendo o maior objeto da região. No ano passado, os dados da missão Dawn revelaram detalhes sobre o vulcão Ahuna Mons e sua formação, e os cientistas descobriram que as áreas brilhantes eram depósitos feitos principalmente de carbonato de sódio. Esse composto formado por sódio, carbono e oxigênio provavelmente veio de um líquido que se emergiu até a superfície e evaporou, deixando para trás uma crosta de sal altamente reflexiva. Neste ano, os pesquisadores determinaram que existe um "extenso reservatório" de salmoura abaixo de sua superfície. O mais intrigante é que os compostos podem estar subindo do interior do planeta, e se isso se confirmar, os próximos estudo do planeta anão podem trazer surpresas ainda maiores.



Imagem da Cratera Occator criada a partir de um mosaico pela sonda Dawn, em 2018. Poços e montes brilhantes foram formados por líquido salgado liberado quando o solo rico em água congelou após o impacto, cerca de 20 milhões de anos atrás (Imagem: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA/USRA/LPI)


Água na Lua


A NASA anunciou a detecção de moléculas de água por meio de espectroscopiana Cratera Clavius. Essa descoberta sugerem que a água pode estar distribuída pela superfície lunar, e não limitada apenas aos locais frios e na sombra. Os dados mostram que a água se encontra concentrada em 100 a 412 partes por milhão — equivalente a uma garrafa de água de 300 ml. Como a Lua não tem atmosfera, essa água sob a luz solar já deveria ter sido perdida no espaço, mas, mesmo assim, ela ainda está por lá. Isso levanta algumas questões: a água poderia estar presa em pequenas estruturas no solo, que se formaram por impactos de micrometeoritos ou que foi formada pela interação de partículas ejetadas do Sol.



Sombra de um buraco negro


(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/W.P. Maksym)


Localizada a 156 milhões de anos-luz da Terra, a galáxia IC 5063, mostra um contraste de luz e sombra que podemos comparar com o efeito que vemos quando a luz do Sol atravessa nuvens e cria faixas claras e escuras. Alguns astrônomos propõem que esse efeito encontrado na foto do Hubble seja causado por poeira cercando o buraco negro supermassivo localizado no centro desta galáxia.


Anel de Einstein


(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/Hubble)


Em Dezembro, astrônomos divulgaram os resultados da observação do anel de Einstein de GAL-CLUS-022058-38303, localizado no sudeste da constelação de Fornax. Um anel de Einstein ocorre quando a luz de uma galáxia ou estrela passa por um objeto massivo a caminho da Terra. No anel, podemos ver duas galáxias extremamente distantes, que talvez estejam interagindo e, assim, formam arcos duplos com diferentes cores. Sem a lente gravitacional ampliando e distorcendo a luz desses objetos longínquos, provavelmente não poderíamos observar o que acontece por lá.


Nebulosa da Borboleta



(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/J. Kastner)


Essa nebulosa é peculiar porque exibe um padrão distinto em forma de S, formado por causa do gás soprado em alta velocidade por ventos estelares de alguma estrela. Com mais de 3 anos-luz de envergadura e temperatura superficial aproximada em mais de 200.000 °C, a nebulosa planetária está localizada a 4.000 anos-luz de distância e tem a NGC 6302 como sua estrela central.


Júpiter


(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/A. Simon/M. H. Wong/OPAL team)


Na imagem, o Hubble mostra algumas mudanças em sua atmosfera. Umas delas aconteceu na macha que fica abaixo da Grande Mancha Vermelha. Nos últimos anos, ela estava perdendo a coloração vermelha que apresentou em 2006, mas agora o núcleo dessa tempestade parece estar escurecendo. E també, pouco acima da linha do equador, há uma nova tempestade branca e esticada viajando ao redor do planeta a cerca de 560 km/h. Ela veio à tona em 18 de agosto de 2020



(Imagem: Reprodução/NASA/ESA/P. Natarajan/G. Caminha/M. Meneghetti/THE CLASH-VLT)


A foto do Hubble revela imagens distorcidas de galáxias ao fundo, distantes do aglomerado, retratadas como arcos e formas borradas. O aglomerado fica na direção da constelação de Virgem, a uma distância de 4,5 bilhões de anos-luz, e a imagem corresponde no total a cerca de 2 bilhões de anos-luz de comprimento.



Fonte: Starts With a Bang, Sky & Telescope, Canaltech (1)


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