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  • Bianca Leroiz

Sonda Japonesa Hayabusa 2 com amostras do asteroide Ryugu já está próxima da Terra

Depois de 6 anos no espaço, a espaçonave japonesa Hayabusa 2 está se aproximando da Terra com amostras de material do asteroide Ryugu. Em 6 de dezembro de 2020, a nave da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão finalmente retornará à Terra.


O lançamento ocorreu no dia 3 de dezembro de 2014 a partir do Centro Espacial de Tanegashima por um foguete H-IIA. Após 3,5 anos viajando 3,2 bilhões de quilômetros através do espaço, a nave espacial chegou oficialmente ao asteroide em 27 de junho de 2018. Mas para coletar as amostras ela precisou pousar duas vezes no asteroide: o primeiro pouso ocorreu em 22 de fevereiro de 2019, e foram coletadas amostras de poeira da superfície do asteroide. Já o segundo pouso, realizado em julho do mesmo ano, a sonda coletou amostras subterrâneas do asteroide pela primeira vez na história do espaço depois de pousar em uma cratera que havia criado ao explodir a superfície do asteroide.


Cientistas da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão acreditam que as amostras, contêm dados valiosos não afetados pela radiação espacial. O planejamento da viagem da Hayabusa2 envolvia calcular onde o asteroide estaria no futuro e traçar um caminho que levaria a espaçonave aonde ela precisava ir. Agora, a espaçonave está na reta final dessa missão, e a equipe de coleta da cápsula chegou à Austrália, local onde deve ser o pouso da capsula com as amostras. Devido às posições atuais do asteroide Ryugu, a viagem de volta acabou sendo mais curta do que a de ida, que durou um pouco mais de 3 anos.


"Os materiais orgânicos são origens da vida na Terra, mas ainda não sabemos de onde vieram", disse Makoto Yoshikawa, gerente de missão do projeto Hayabusa 2. "Esperamos encontrar pistas sobre a origem da vida na Terra, analisando detalhes dos materiais orgânicos trazidos por Hayabusa2."



Em 22 de fevereiro de 2019, a imagem de arquivo divulgada pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) mostra a sombra, no centro acima, da espaçonave Hayabusa2 após seu pouso bem-sucedido no asteroide Ryugu. (Imagem: JAXA, Universidade de Tóquio, Universidade Kochi, Universidade Rikkyo, Universidade de Nagoya, Instituto de Tecnologia de Chiba, Universidade Meiji, Universidade de Aizu, AIST)



A JAXA terá um grande desafio de controle para receber o material, para isso a cápsula, vai estar protegida por um escudo térmico, e se transformará em uma bola de fogo durante a reentrada na atmosfera, podendo chegar aos 3.000 °C. E quando ela estiver a cerca de 10 quilômetros do solo, um paraquedas se abrirá para se preparar para o pouso e os sinais de farol serão transmitidos para indicar sua localização. A JAXA já instalou antenas parabólicas em vários locais na área do pouso para captar os sinais, ao mesmo tempo que prepara o radar marinho, drones e helicópteros para ajudar na missão de busca e recuperação.


O retorno da nave será um marco notável da ciência espacial, com uma viagem total de cerca de 5,24 bilhões de quilômetros. Mas o trabalho não irá acabar tão cedo para a nave, já que a JAXA pretende lançar ela ao espaço novamente, para coletar material no asteroide chamado 1998KY26 em uma jornada programada para durar 10 anos.


A JAXA ainda está estudando sobre uma possível transmissão ao vivo da entrada da cápsula. Entretanto, a agência divulgou um aplicativo para iOS para rastrear a trajetória da cápsula para quem quiser acompanhar.




Fonte: Phys.org, Science Alert



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